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Brasília - As chances da crise
política entre Equador e Colômbia se transformar em um
conflito armado são pequenas, na avaliação do professor de Relações Internacionais da Universidade
de Brasília (UnB), Virgílio Arraes.
O conflito entre
Colômbia e Equador começou sábado (1º)
quando membros das Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc) foram mortos pelo Exército da Colômbia
em uma operação militar realizada em território
equatoriano. “A intenção era eliminar alguns líderes
das Farc e se possível resgatar um grupo de pessoas, dentre as
quais a ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt. Só a primeira parte deu
certo”, explicou o professor.
Segundo ele, a crise
política pode envolver outros países da América do Sul
e os Estados Unidos. A Venezuela, liderada por Hugo Chávez,
apóia o Equador. De acordo com Arraes, dependendo do resultado
das eleições paraguaias, este país também
poderá se envolver na crise. A Colômbia é o país
sul-americano mais próximo dos Estados Unidos.
“A Colômbia
além da área comercial também está
[próxima] na área militar. Hoje a Colômbia
tem um tratado de livre comércio e possui o exército
mais bem armado da América do Sul, graças ao
financiamento e auxílio dos Eestados Unidos.”
O presidente americano,
Geoge W. Bush, reiterou ontem (4) o apoio às ações
colombianas contra as Farc. Em nota oficial divulgada pela Casa
Branca, Bush afirma ter conversado com o presidente colombiano, Álvaro
Uribe, e disse que “os Estados Unidos continuarão a defender
a Colômbia nos confrontos do país contra o terror e os
narcotraficantes.”
Uma saída,
proposta pelo professor de Relações Internacionais,
para dar fim ao conflito entre os países seria a criação
de um grupo de negociação especificamente para esse
caso. “Esse grupo reuniria os países afetados por essa crise
e os países dispostos a colaborar diplomaticamente. O Brasil
teria naturalmente um papel importante.”
Arraes acredita que a
posição brasileira diante da situação é
a mais adequada. Segundo ele, a diplomacia brasileira agiu de forma
equilibrada ao condenar os ataques e se colocar À disposição
para intermediar as negociações, de modo a encontrar uma solução
pacífica à crise.
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