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5 de Março de 2008 - 12h49 - Última modificação em 5 de Março de 2008 - 12h58


Professor considera pequenas as chances de conflito armado entre Colômbia e Equador

Felipe Linhares
Da Agência Brasil

 
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Brasília - As chances da crise política entre Equador e Colômbia se transformar em um conflito armado são pequenas, na avaliação do professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Virgílio Arraes.

O conflito entre Colômbia e Equador começou sábado (1º) quando membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram mortos pelo Exército da Colômbia em uma operação militar realizada em território equatoriano.

“A intenção era eliminar alguns líderes das Farc e se possível resgatar um grupo de pessoas, dentre as quais a ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt. Só a primeira parte deu certo”, explicou o professor.

Segundo ele, a crise política pode envolver outros países da América do Sul e os Estados Unidos. A Venezuela, liderada por Hugo Chávez, apóia o Equador. De acordo com Arraes, dependendo do resultado das eleições paraguaias, este país também poderá se envolver na crise. A Colômbia é o país sul-americano mais próximo dos Estados Unidos.

“A Colômbia além da área comercial também está [próxima] na área militar. Hoje a Colômbia tem um tratado de livre comércio e possui o exército mais bem armado da América do Sul, graças ao financiamento e auxílio dos Eestados Unidos.”

O presidente americano, Geoge W. Bush, reiterou ontem (4) o apoio às ações colombianas contra as Farc. Em nota oficial divulgada pela Casa Branca, Bush afirma ter conversado com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e disse que “os Estados Unidos continuarão a defender a Colômbia nos confrontos do país contra o terror e os narcotraficantes.”

Uma saída, proposta pelo professor de Relações Internacionais, para dar fim ao conflito entre os países seria a criação de um grupo de negociação especificamente para esse caso. “Esse grupo reuniria os países afetados por essa crise e os países dispostos a colaborar diplomaticamente. O Brasil teria naturalmente um papel importante.”

Arraes acredita que a posição brasileira diante da situação é a mais adequada. Segundo ele, a diplomacia brasileira agiu de forma equilibrada ao condenar os ataques e se colocar À disposição para intermediar as negociações, de modo a encontrar uma solução pacífica à crise.



 


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