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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - Os presidentes Rafael Correa, do Equador, e Luiz Inácio Lula da Silva, antes da reunião para discutir a crise diplomática que envolve os governos equatoriano, colombiano e venezuelano
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Brasília - O presidente do Equador, Rafael Correa, cobrou hoje (5) uma decisão rápida da Organização dos Estados Americanos (OEA) em relação à ação armada da Colômbia contra guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.
Correa também espera que seja instalada, o mais rápido possível, a comissão de investigação proposta pelo Brasil à OEA. O conselho permanente do organismo analisa o caso desde ontem (4) em sessão extraordinária.
"Exigimos que a OEA se posicione de forma rápida, ratifique a inviolabilidade dos territórios nacionais, de acordo com sua carta constitutiva, ratifique a inviolabilidade da soberania dos países, forme essa comissão de verificação para apurar os fatos, ratifique a agressão de que fomos objetivo", disse em declaração à imprensa após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
Reiterando o que disse ontem, logo que chegou a Brasília, Correa condenou a postura do governo colombiano de atacar territórios onde possa haver a presença de terroristas. Segundo ele, caso prevaleça essa lógica, os países vizinhos também teriam direito de promover ações terroristas na Colômbia.
"Se as Farc são um perigo para a região como manifestou Uribe [Álvaro Uribe, presidente da Colômbia], todos temos a liberdade de bombardear solo colombiano", afirmou.
O presidente do Equador voltou a agradecer a postura "frontal e direta" com que o governo brasileiro condenou, desde o princípio, o ataque militar colombiano em território vizinho. Disse que é hora da união latino-americana e que conta com o apoio internacional, mas reiterou a disposição do povo equatoriano de ir até as últimas conseqüências para defender a soberania do país.
"Contamos com a comunidade internacional, mas, sobretudo, contamos com nossas próprias forças, nossa dignidade, nossa altivez, e não permitiremos o ultraje de um governo que traiu qualquer princípio de direito internacional.”
Ontem Rafael Correa esteve no Peru, em busca de apoio regional, e hoje segue para a Venezuela. O presidente equatoriano deverá passar ainda pelo Panamá, Nicarágua e República Dominicana.
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