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5 de Março de 2008 - 16h37 - Última modificação em 5 de Março de 2008 - 17h34


Amorim aponta riscos de crise para projeto de integração sul-americana

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./ABr
Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fala à imprensa após encontro com o presidente do Equador, Rafael Correa
Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fala à imprensa após encontro com o presidente do Equador, Rafael Correa
Brasília - O governo brasileiro está preocupado que a evolução da crise política entre Equador e Colômbia ponha em risco o projeto de integração sul-americana - uma das prioridades da agenda de política externa.

"Achamos que qualquer coisa que ameace essa integração é grave porque debilita nossa posição diante do mundo, enfraquece a posição da América do Sul diante de outros blocos econômicos", ponderou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em coletiva de imprensa após encontro do presidente Luiz Inázio Lula da Silva com o presidente equatoriano, Rafael Correa.

"Vivemos num mundo de blocos econômicos e políticos e quanto menos unidos estivermos, mais facilmente seremos vítimas de negociações inadequadas, estaremos mais longe de conseguir os nossos objetivos de progresso e desenvolvimento."

Segundo Amorim, tudo o que atrapalhe a integração, a paz e o desenvolvimento é ruim para o Brasil. O chanceler reiterou a disposição brasileira de fazer todo o possível pra uma solução pacífica para o conflito, mas frisou que o presidente Lula não pretende se firmar como líder regional.

"O presidente Lula não está buscando uma liderança, ele exerceu um papel que normalmente tem exercido de líder de um grande país que é o Brasil, um país de tradição pacífica, que tem a tradição de resolver as questões por meios diplomáticos, que tem a tradição pelo diálogo."

Na avaliação do chanceler, a crise é regional e os Estados Unidos devem ser mantidos fora do processo de diálogo. Ontem, o presidente norte-americano, Geroge W. Bush declarou apoio ao presidente colombiano, Álvaro Uribe.

"Acho que isso é um problema sul-americano em primeiro lugar, latino-americano em seguida. É claro que somos todos membros da OEA, os Estados Unidos participam da reunião da OEA onde tem a ocasião de dar a sua opinião, mas eu acho que quanto mais nós pudermos manter esse problema no âmbito latino-americano, mais são as chances de conseguirmos
resolver e de evitar uma polarização na região."

Amorim demonstrou confiança em uma solução do conflito entre Equador e Colômbia. Segundo ele, o assunto deve entrar em pauta em reunião do Grupo do Rio, amanhã (6) e sexta-feira em Santo Domingo, na República Dominicana.

Nesta quinta-feira haverá encontro de chanceleres, com a presença de Amorim. Na sexta, será a vez dos chefes de estado se reunirem. Rafael Correa confirmou presemça e também são esperados os presidentes da Venezuela, Hugo Chavez, e da Colômbia, Álvaro Uribe. Não está prevista a partcipação do presidente Lula.


 


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