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9 de Março de 2008 - 19h19 - Última modificação em 9 de Março de 2008 - 19h29


Tensão põe em risco integração dos países sul-americanos, adverte professor

Felipe Linhares
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Mesmo com a resolução aprovada na última semana pela Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise entre Colômbia e Equador ter evitado o confronto armado, a tensão na região põe em risco a integração dos países sul-americanos.

A afirmação foi feita pelo do professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) Tullo Vigevani, especialista em questões relacionadas à América do Sul, em entrevista à Radio Nacional na última semana.

De acordo com Vigevani, o acordo firmado na OEA diminui as tensões, mas não acaba com a instabilidade e problemas internos desses países, como é o caso do Bloco Andino, formado por Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

“O Bloco Andino está profundamento minado por essas contradições entre os países da região, ainda que a liberdade de comércio entre [eles] continue funcionando.”

O conflito entre Colômbia e Equador começou sábado (1º) quando membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram mortos pelo Exército da Colômbia em uma operação militar realizada em território equatoriano. Durante a incursão das tropas colombianas, o porta-voz e número dois no comando da guerrilha, Raúl Reyes, foi morto.

Para o especialista, a resolução da OEA só não garante a paz efetivamente porque o problema do narcotráfico vai continuar. “A América do Sul, e alguns países como a Colômbia, têm que encontrar um caminho para a solução de seus problemas.”



 


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