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Rio de Janeiro - Os
investimentos brasileiros diretos no exterior totalizaram no ano
passado US$ 29,563 bilhões, revelando continuidade da
tendência de alta observada no ano anterior, quando somaram US$
29,331 bilhões. A compra da empresa canadense Inco pela Vale
por US$ 17 bilhões teria contribuído para o resultado
em 2006.
A assessoria de imprensa do Banco
Central acredita que os valores permanecerão elevados em 2008.
Somente em janeiro deste ano, os investimentos brasileiros diretos no
exterior alcançaram US$ 3,138 bilhões, contra US$ 2,030
bilhões em igual mês de 2007.
De acordo com dados do BC, os
investimentos brasileiros diretos no mercado internacional
totalizaram US$ 3,234 bilhões em 2000, subindo para US$ 11,094
bilhões em 2004, para cair para US$ 4,032 bilhões no
ano seguinte.
O Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social acredita que o processo de
internacionalização das empresas brasileiras não
sofrerá descontinuidade. Em entrevista à Agência
Brasil na última semana, o assessor da Presidência do
BNDES, Carlos Gastaldoni, disse que a estratégia de
internacionalização é um tema que o banco vem
priorizando há cerca de cinco anos.
“E o foco de atuação do
banco é que o país precisa ter empresas fortes
internacionais. O mercado global cada vez é mais intenso e
maior. Então, cada vez mais as fronteiras diminuem e essa
atuação internacional se torna mais importante”.
Segundo Gastaldoni, as empresas
brasileiras têm que estar permanentemente focadas no mercado
global e em atuação internacional, para que possam se
inserir em melhores condições de competitividade.
O BNDES já apoiou com esse
objetivo específico quatro empresas brasileiras em processos
de internacionalização, em operações
aprovadas na Linha de Investimento Direto Externo, criada em junho de
2005.
Uma delas é a Friboi(JBS) para
aquisição de 75% da Swift Armour, na Argentina, com
financiamento de US$ 80 milhões e, posteriormente, com aporte
de R$ 1,463 bilhão para aumento de capital da empresa.
Outra beneficiada é a
Cooperativa Agroindustrial LAR, com recursos de R$ 6 milhões
para implantação de duas unidades armazenadoras no
Paraguai.
A CPM, do setor de software, recebeu
apoio para montagem de estrutura comercial e de vendas nos Estados
Unidos, com investimentos de R$ 3,68 milhões; e a Itautec, que
teve parte do financiamento total de R$ 142,6 milhões
destinado à compra de uma empresa distribuidora de produtos de
informática nos Estados Unidos.
Carlos Gastaldoni enfatizou,
entretanto, que o apoio mais importante do BNDES para a
internacionalização de empresas são as linhas de
apoio societário. “Quando o banco entra em operações
de sua subsidiária BNDES Participações (BNDESPar),
essa é a forma mais fácil que ele tem de apoiar
processos de internacionalização”.
Ele afirmou, por outro lado, que muitas
vezes um instrumento de capital não é suficiente ou não
é o que a empresa deseja para esse processo de
internacionalização. Então, o banco criou uma
linha de financiamento para complementar esse tipo de ação.
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