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6 de Março de 2008 - 20h30 - Última modificação em 6 de Março de 2008 - 20h30


Heráclito Fortes diz que não fez imposições em relação à Lei Kandir na reunião sobre orçamento

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) desmentiu hoje (5) que tenha feito qualquer imposição de aumento de repasses para os estados por meio da Lei Kandir, na reunião de ontem (5) entre governo e oposição para discutir a votação do Orçamento da União para 2008, no gabinete do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho.

Hoje, o relator da proposta de orçamento, deputado José Pimentel (PT-SP), informou que o senador teria afirmado que "só aceitaria o acordo [para votar o orçamento] se aumentassem a Lei Kandir".

Segundo o senador, em certo momento da reunião "o clima estava começando a ficar tenso e qualquer conversa seria a pior possível". Então ele disse que propôs que se transferisse o encontro para a próxima terça-feira (11), com uma proposta concreta a ser discutida pelos líderes e vice-líderes partidários, e que em seguida deixou a reunião.

Heráclito Fortes afirmou que na reunião estavam presentes "pessoas estranhas", que não eram parlamentares.

"Eu não sabia quem eram, se eram assessores, lobistas. Não tinha qualquer condição de continuar a reunião daquele jeito", disse.

O senador reafirmou que a oposição apóia a proposta do líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), de acabar com o Anexo de Metas e Prioridades e redistribuir os R$ 534 milhões por outros critérios.

A proposta do líder é que 50% dos recursos do anexo sejam repassados aos 26 estados e o Distrito Federal com base no Fundo de Participação dos Estados (FPE); 40% sejam distribuídos de acordo com a média de emendas de bancadas nos últimos três anos; e os restantes 10% distribuídos tomando como critério a população medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



 


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