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Manaus - A governadora do Pará,
Ana Júlia Carepa, anunciou nesta quinta-feira (6), em Belém,
uma série de medidas que visam criar – no curto prazo de
tempo - alternativas para de geração de renda para a
população de Tailândia, no nordeste do estado.
Uma grande operação (Operação Arco de
Fogo) no município contra madeireiras ilegais provocou o
desemprego para milhares de trabalhadores.
Batizado de Plano
Tailândia, o conjunto de medidas inclui ações
como a agilização dos processos para regularização
fundiária; a emissão de licenças ambientais
pendentes; o apoio ao seguro-desemprego e investimentos adicionais
para o município da ordem de R$ 12 milhões, a serem
utilizados em frentes de trabalho, pavimentação,
arborização e limpeza urbana, entre outros.
Ana
Júlia também assinou um decreto para formalizar o
ordenamento fundiário no interior do estado e a inclusão
do município de Tailândia como prioridade.
Segundo a governadora,
o Banco Mundial será parceiro nos investimentos para
organização fundiária. Serão aplicados R$
4 milhões na atividade.
"Associado a isso,
a Secretaria de Meio Ambiente promove, há duas semanas, uma
força-tarefa para liberar planos de manejo objetivando a
extração legal de madeira. Muito em breve vamos
reverter a situação atual de Tailândia e
reorientar de forma positiva o período produtivo da cidade",
informou a governadora.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria Madeireira, Movelaria e Construção
Civil de Tailândia, Tomeaçu e Concórdia do Pará
(Sitrimotoc), mais de 8 mil trabalhadores que atuam no setor
madeireiro ficaram desempregados com a operação contra
as madeireiras e o desmatamento ilegais.
O secretário de
Governo, Cláudio Puty, disse que quem trabalha legalmente terá
garantido todos os seus direitos.
Ele informou que o
reflorestamento do município está previsto no Plano
Tailândia. "Também criamos um centro de produção
de mudas. Trata-se de um laboratório que vai permitir a
geração de renda a partir do reflorestamento desta
área. O fundamental disso tudo é que novos
investimentos estão vindo para Tailândia exatamente
porque nós conseguimos comprovar que a produção
madeireira pode ser gerada na legalidade e que a presença do
estado também irá contribuir para redução
dos índices de violência. Percebemos que apesar de tudo,
há um desejo da população de atuar na
legalidade. Eles perceberam que atuar na ilegalidade não é
uma alternativa e que isso é uma coisa ruim para o Pará
e para a indústria paraense", disse Puty.
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