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6 de Março de 2008 - 19h43 - Última modificação em 6 de Março de 2008 - 19h43


Governadora do Pará anuncia medidas para geração de renda no município de Tailândia

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus - A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, anunciou nesta quinta-feira (6), em Belém, uma série de medidas que visam criar – no curto prazo de tempo - alternativas para de geração de renda para a população de Tailândia, no nordeste do estado. Uma grande operação (Operação Arco de Fogo) no município contra madeireiras ilegais provocou o desemprego para milhares de trabalhadores.

Batizado de Plano Tailândia, o conjunto de medidas inclui ações como a agilização dos processos para regularização fundiária; a emissão de licenças ambientais pendentes; o apoio ao seguro-desemprego e investimentos adicionais para o município da ordem de R$ 12 milhões, a serem utilizados em frentes de trabalho, pavimentação, arborização e limpeza urbana, entre outros.

Ana Júlia também assinou um decreto para formalizar o ordenamento fundiário no interior do estado e a inclusão do município de Tailândia como prioridade.

Segundo a governadora, o Banco Mundial será parceiro nos investimentos para organização fundiária. Serão aplicados R$ 4 milhões na atividade.

"Associado a isso, a Secretaria de Meio Ambiente promove, há duas semanas, uma força-tarefa para liberar planos de manejo objetivando a extração legal de madeira. Muito em breve vamos reverter a situação atual de Tailândia e reorientar de forma positiva o período produtivo da cidade", informou a governadora.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Madeireira, Movelaria e Construção Civil de Tailândia, Tomeaçu e Concórdia do Pará (Sitrimotoc), mais de 8 mil trabalhadores que atuam no setor madeireiro ficaram desempregados com a operação contra as madeireiras e o desmatamento ilegais.

O secretário de Governo, Cláudio Puty, disse que quem trabalha legalmente terá garantido todos os seus direitos.

Ele informou que o reflorestamento do município está previsto no Plano Tailândia. "Também criamos um centro de produção de mudas. Trata-se de um laboratório que vai permitir a geração de renda a partir do reflorestamento desta área. O fundamental disso tudo é que novos investimentos estão vindo para Tailândia exatamente porque nós conseguimos comprovar que a produção madeireira pode ser gerada na legalidade e que a presença do estado também irá contribuir para redução dos índices de violência. Percebemos que apesar de tudo, há um desejo da população de atuar na legalidade. Eles perceberam que atuar na ilegalidade não é uma alternativa e que isso é uma coisa ruim para o Pará e para a indústria paraense", disse Puty.












 


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