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6 de Março de 2008 - 21h44 - Última modificação em 6 de Março de 2008 - 21h44


Brasil vai integrar missão para investigar invasão colombiana no Equador

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Brasil participará da comissão que vai investigar as circunstâncias da operação militar colombiana contra guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, segundo fontes da diplomacia brasileira. Argentina, Peru e Panamá também farão parte do grupo, coordenado pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Os países serão representados por seus embaixadores junto à OEA – no caso do Brasil, Osmar Chohfi. Também integrará o grupo o embaixador de Bahamas na OEA, Cornelius Smith, atual presidente do Conselho Permanente da organização. Os nomes foram definidos por Insulza e devem ser anunciados oficialmente amanhã (7), em Santo Domingo (República Dominicana), durante reunião do Grupo do Rio.

O Brasil foi quem sugeriu a criação da comissão, aprovada por unanimidade ontem, em sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA. O Panamá presidiu o grupo de trabalho que negociou com Equador e Colômbia os termos da resolução. A Argentina foi um dos países que tomaram a dianteira das negociações no domingo, dia seguinte ao ataque, e por isso vai integrar a comissão, segundo a agência de notícias Telam.

A missão oficial deve começar o trabalho de campo no próximo domingo, provavelmente por uma das capitais – Quito (Equador) ou Bogotá (Colômbia). Depois de ouvir os governos dos dois países, deve ir ao local da ação armada colombiana, na fronteira dos dois países. O parecer deve ser concluído até o dia 17, quando haverá uma reunião de chanceleres na OEA.


 


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