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6 de Março de 2008 - 14h25 - Última modificação em 6 de Março de 2008 - 14h25


Recorde na projeção da safra de grãos tranqüiliza produtor brasileiro, avalia Conab

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A estimativa recorde para a safra de grãos no início deste ano – 139,3 milhões de toneladas – tranqüiliza o produtor brasileiro em relação aos preços dos produtos e à colocação no mercado. A avaliação é do diretor de Logística e Gestão Empresarial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto. A estimativa, divulgada hoje pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é 5,8% maior que a safra anterior, de 131,7 toneladas.

“O impacto, hoje, de mais 3 milhões de toneladas para esta safra, na verdade, só traz tranqüilidade ao nosso quadro de suprimento. Em relação à preço, não temos impactos negativos. Os preços, à exceção do feijão, estão estabilizados.”

Porto lembrou que os preços dos produtos agrícolas estão sendo “puxados” pelo mercado internacional e que devem continuar caindo, sobretudo a partir de abril – quando começa a 2ª safra de alimentos, como o feijão.

Dentre as culturas que mais preocupam a Conab, ele destacou apenas a “safrinha” (segunda safra) de milho no estado do Paraná, que pode não atingir as expectativas por conta dos riscos decorrentes de mudanças climáticas na região.

“Não temos mais nenhum problema em relação à consolidação desse número [139,3 milhões de toneladas]. Podemos ainda ter algum ajuste nos outros estados, levando a um número um pouco maior do que o anunciado hoje.”

Porto destacou também que a Conab considera "tranqüilo" o cenário de oferta, demanda e estoque no Brasil.

“Inclusive no milho, se consolidar essa safra projetada de 55 milhões de toneladas, o que permite ao Brasil exportar o mesmo volume do ano passado, próximo a 11 milhões de toneladas, e abastecer o nosso mercado interno, que está muito aquecido em função do crescimento do setor de aves e suínos [cuja alimentação é à base do produto].”

O diretor creditou à tecnologia e à chuva o fato de as projeções para a safra terem crescido diante da menor expansão das áreas plantadas (aumento de 1,2% em relação ao período 2006/2007).

“O uso de tecnologia, principalmente se olharmos o número de adubos que foram comercializados no ano passado, e também o regime de chuvas, mesmo na região Sul, onde houve chuvas mais escassas [contribuíram para aumentar as projeções] . Choveu no momento certo.”

O IBGE também divulgou hoje, no Rio de Janeiro, a estimativa para a produção agrícola nacional neste ano, de 139,6 milhões de toneladas, 5,1% maior que a safra obtida em 2007 (132,9 milhões de toneladas). Segundo Sílvio Porto, as duas instituições têm trabalhado para diminuir as diferenças entre as projeções para a safra de grãos. "O IBGE e a Conab têm estreitado o diálogo. Houve uma compatibilização de dados e isso é muito bom".



 


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