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8 de Março de 2008 - 15h02 - Última modificação em 8 de Março de 2008 - 15h02


Tese de doutorado revela maior insatisfação de mulheres com atendimento bancário

Priscila Galvão
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Pesquisa quantitativa feita com mais de 5 mil clientes de bancos, realizada pelo administrador Raul Damásio Perillo, constatou que o atendimento nas agências da forma como é feito hoje satisfaz um pouco mais aos homens do que às mulheres.

A pesquisa é parte da tese de doutorado do administrador e mostra que educação e cortesia dos funcionários, segurança e credibilidade estão entre os pontos de maior insatisfação.

De acordo com Raul Damásio, essa não é uma diferença extremamente significativa, mas é real. “Como os bancos em geral não distinguem o gênero dos seus clientes, fazem um atendimento igual que satisfaz menos as mulheres do que os homens”, afirma.

Em entrevista a Agência Brasil, Raul Damásio, disse que a pesquisa  detectou aspectos específicos do atendimento bancário com os quais as mulheres estão menos satisfeitas: a gerência, ou seja a maneira como as clientes mulheres são atendidas; os produtos disponíveis e a forma como são oferecidos ao cliente; a forma como os bancos recebem as informações sobre as características do produto e como respondem e a questão de apoio sem patrocínio.

“Como as mulheres estão mais habituadas hoje do que no passado com o mundo das finanças, elas se tornam mais exigentes. Os produtos e o atendimento dos bancos não foi pensado para atender as diferenças que as mulheres têm e sim para um cliente genérico [basicamente] homens. Essa [falta de] atenção às diferenças pode ser também uma das causas para a menor satisfação das mulheres que a pesquisa constatou”,afirma.

Segundo Raul Damásio, cada vez mais os bancos estão buscando o atendimento remoto, pela internet, e deixando de lado o atendimento pessoal. “Isso pode fazer diferença lá na frente. Muitos clientes querem um atendimento mais humanizado e essa é uma equação que será difícil fechar de uma maneira ideal. A indústria bancária terá pela frente nos próximos anos esse desafio de encontrar o equilíbrio entre o atendimento remoto e o atendimento pessoal”.

Damásio recomenda que, ao desenvolver as estratégias de comunicação com os clientes, ao fazer o treinamento dos seus funcionários e dos seus gerentes, os bancos devem levar em consideração as diferenças de gênero.

O trabalho foi apresentado no Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psicologia (IP) da UnB. Segundo Damásio, a pesquisa tem dados fortes para dizer que essa diferença existe. "Pesquisas mais aprofundadas poderiam ser feitas para investigar as causas dessas diferenças”.



 


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