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7 de Março de 2008 - 19h05 - Última modificação em 7 de Março de 2008 - 19h05


Amorim pede moderação para que tensões não dificultem paz entre Equador e Colômbia

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Embora o tema central da 20ª Cúpula de Cherfes de Estado e de Governo do Grupo do Rio seja Energia, Desastres Naturais e Desenvolvimento, a crise entre Equador e Colômbia deu o tom do discurso do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O chanceler manifestou preocupação com o tom acalorado dos discursos dos mandatários da região.

Na avaliação do ministro, as intervenções podem dificultar a busca de uma solução pacífica para crise desencadeada no útlimo sábado (1º), com o ataque militar da Colômbia a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em solo equatoriano. “Ouvimos aqui, hoje, intervenções muito interessantes, muito profundas e algumas também, como não poderia deixar de ser, carregadas de emoção. As emoções trazem os adjetivos, e os adjetivos, às vezes, se interpõem na busca de soluções.”

Mais uma vez, Amorim frisou que o Brasil condena a violação territorial cometida pela Colômbia e reafirmou que a integração regional é prioridade na política externa brasileira. A repercussão do conflito bilateral em outros países preocupa o chanceler brasileiro. Para minimizar tal impacto, Amorim disse que é essencial reestabelecer a confiança entre Equador e Colômbia.

“Em 45 anos de vida diplomática, talvez raras vezes, pelo menos na América do Sul, tenha visto um conflito de potencial tão amplo”, afirmou. “Um potencial muito grande, não só de desagregar todo o esforço de integração, mas com conseqüências muito grandes para a todo a região”, completou, convocando todos a buscarem um caminho para a paz.

“Acho que é um princípio que não pode ser relativizado. A própria resolução da Organização dos Estados Americanos [OEA], e sua própria Carta no Artigo 21, coloca de maneira muito clara que, por nenhum motivo, por nenhum pretexto, se pode ferir a integridade territorial dos Estados, base do convívio internacional”, afirmou Amorim.

O ministro das Relações Exteriores representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião de Santo Domingo, na República Dominicana. O encontro termina hoje (7).



 


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