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9 de Março de 2008 - 19h17 - Última modificação em 9 de Março de 2008 - 19h17


Coleta seletiva rende cerca de R$ 500 mensais a catadores na capital do Amazonas

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus - Desde 2005, o programa de coleta seletiva da prefeitura de Manaus garante, todos os meses, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), cerca de R$ 500 a 22 catadores de material reciclável, que, anteriormente, atuavam de forma irregular no aterro municipal e ainda sujeitos à contaminação por doenças e renda incompatível com o serviço praticado.

Com o programa, os catadores ganharam a responsabilidade de separar e comercializar o "lixo limpo" – papéis, vidros, plásticos e metais. No início do programa, a média de suas rendas mensais era R$ 186 e a quantidade de lixo coletado não chegava 55 toneladas, segundo a prefeitura. Hoje, a marca da coleta seletiva é de 1. 446,162 toneladas. Para tanto, os catadores passaram por treinamentos que possibilitaram sua preparação a fim de receber todo material recolhido pelo Programa Coleta Seletiva, permitindo um crescimento de 165% no percentual praticado em Manaus.

"A idéia de contar com esses catadores surgiu da preocupação com sua permanência desorientada em meio ao lixo”, diz a subsecretária da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Suely D'Araújo. “Por meio desse programa, a prefeitura ganhou um suporte específico para fazer a coleta seletiva e ainda conseguiu promover a inclusão social e a geração de renda dessas pessoas.”

Pelo programa, o lixo é coletado pela Semulsp e entregue aos catadores para que seja feita a devida separação. Depois de concluída a seleção dos materiais que possam ser comercializados, a prefeitura transporta para o aterro o que não é de interesse dos catadores. "Apesar de não termos pontos fixos de coleta seletiva em todas as zonas da cidade, toda população pode ser atendida pelo serviço por meio dos carros coletores que transitam por toda cidade. Tudo funciona muito bem, só precisa ser expandido", afirma.

Para a secretária de Meio Ambiente de Manaus, Luciana Valente, os pontos de entrega voluntária são os principais modelos de coleta seletiva em Manaus. Trata-se de quiosques espalhados pela cidade que recebem o lixo de forma separada. "Quem não conseguiu, em seu bairro, deixar o lixo limpo no caminhão coletor da coleta seletiva pode deixar esse material em um desses quiosques, que são gerenciados por cooperativas desses catadores", informa Valente, acrescentando que a destinação final dos resíduos sólidos de Manaus era um problema antigo e grave na cidade. Segundo ela, a coleta seletiva em Manaus cresceu 70% de 2005 para cá.

A Semulsp pretende estabelecer uma rede de compras para facilitar o escoamento a a venda de resíduos recicláveis.



 


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