|
Manaus - Desde 2005, o programa de coleta seletiva da
prefeitura de Manaus garante, todos os meses, por meio da Secretaria
Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), cerca de R$ 500 a 22 catadores
de material reciclável, que, anteriormente, atuavam de forma
irregular no aterro municipal e ainda sujeitos à contaminação
por doenças e renda incompatível com o serviço
praticado.
Com o programa, os catadores ganharam a
responsabilidade de separar e comercializar o "lixo limpo"
– papéis, vidros, plásticos e metais. No início
do programa, a média de suas rendas mensais era R$ 186 e a
quantidade de lixo coletado não chegava 55 toneladas, segundo a prefeitura. Hoje, a
marca da coleta seletiva é de 1. 446,162 toneladas. Para
tanto, os catadores passaram por treinamentos que possibilitaram sua
preparação a fim de receber todo material recolhido
pelo Programa Coleta Seletiva, permitindo um crescimento de 165% no
percentual praticado em Manaus.
"A idéia de
contar com esses catadores surgiu da preocupação com
sua permanência desorientada em meio ao lixo”, diz a
subsecretária da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana
(Semulsp), Suely D'Araújo. “Por meio desse programa, a
prefeitura ganhou um suporte específico para fazer a coleta
seletiva e ainda conseguiu promover a inclusão social e a
geração de renda dessas pessoas.”
Pelo programa, o lixo é coletado pela
Semulsp e entregue aos catadores para que seja feita a devida
separação. Depois de concluída a seleção
dos materiais que possam ser comercializados, a prefeitura transporta
para o aterro o que não é de interesse dos catadores.
"Apesar de não termos pontos fixos de coleta seletiva em
todas as zonas da cidade, toda população pode ser
atendida pelo serviço por meio dos carros coletores que
transitam por toda cidade. Tudo funciona muito bem, só precisa
ser expandido", afirma.
Para a secretária de Meio Ambiente de
Manaus, Luciana Valente, os pontos de entrega voluntária são
os principais modelos de coleta seletiva em Manaus. Trata-se de
quiosques espalhados pela cidade que recebem o lixo de forma
separada. "Quem não conseguiu, em seu bairro, deixar o
lixo limpo no caminhão coletor da coleta seletiva pode deixar
esse material em um desses quiosques, que são gerenciados por
cooperativas desses catadores", informa Valente, acrescentando
que a destinação final dos resíduos sólidos
de Manaus era um problema antigo e grave na cidade. Segundo ela, a
coleta seletiva em Manaus cresceu 70% de 2005 para cá.
A Semulsp pretende estabelecer uma rede de compras
para facilitar o escoamento a a venda de resíduos recicláveis.
|
|