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Rio de Janeiro - A Via Campesina fez
hoje (7) uma manifestação com cerca de 200 pessoas, a
maioria mulheres, em frente da Superintendência Regional de
Agricultura do Rio de Janeiro, contra a expansão do uso de
transgênicos e sua exploração por empresas
multinacionais no país.
A coordenadora estadual
do MST, Beatriz Carvalho, disse que o movimento “exige” a punição
das empresas multinacionais por crimes ambientais.
"Nós
estamos em uma jornada nacional de luta contra os transgênicos
e contra as multinacionais. As mulheres exigem que todas as empresas
multinacionais que têm sede no Brasil sejam punidas pelos
crimes ambientais. Estão colocando a soberania alimentar em
risco, por isso estamos nessa grande jornada de luta em defesa à
vida", afirmou.
O superintendente-adjunto do Ministério
da Agricultura no Rio, Ernani Paulo do Amaral Andrade, recebeu um
documento com as reivindicações de três
representantes da Via Campesina, para ser encaminhado a Brasília.
Após a entrega
do documento, foi realizada a Marcha unificada das mulheres do campo
e da cidade até a Cinelândia, no centro da cidade.
Na manhã desta
sexta-feira, os manifestantes também entregaram uma carta com
reivindicações ao Consulado da Suíça. No
documento, os manifestantes pediram a punição de uma
multinacional suíça por invasão de áreas
ambientais protegidas por órgão federais, que seriam
usadas para experimento com transgênicos, segundo integrantes
do movimento.
As duas mobilizações
fizeram parte da Jornada de Luta das Mulheres da Via Campesina em
comemoração ao Dia Internacional da Mulher, dia 8 de
março.
Desde o dia 12 de
fevereiro, quando a CTNBio liberou a produção e a
comercialização de duas variedades de milho
transgênico, o Via Campesina realiza manifestações
em todo o país.
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