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8 de Março de 2008 - 18h00 - Última modificação em 9 de Março de 2008 - 20h43


Marcha das Mulheres pede adesão de São Paulo a pacto contra violência

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Manifestantes que participaram hoje (8) da Marcha Mundial das Mulheres, realizada no centro de São Paulo, reivindicaram a adesão do estado ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, lançado em agosto do ano passado pelo governo federal. A Marcha Mundial da Mulher reuniu cerca de 800 pessoas, segundo a Polícia Militar de São Paulo. Os organizadores estimaram 5.000 participantes.

Em discursos e cartazes, representantes do movimento feminista, de sindicatos e partidos políticos criticaram o governador José Serra, que, segundo eles, se nega a incluir São Paulo no programa.

“Serra se recusa a trazer para cá [São Paulo] as políticas propostas pelo governo federal”, afirmou Nalu Faria, uma das coordenadoras da marcha. “A negativa mais gritante é a do pacto contra a violência”.

Segundo a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), órgão vinculado à Presidência da República, no pacto, o governo federal compromete-se a investir R$ 1 bilhão no combate à violência contra a mulher até 2010. O dinheiro será aplicado em estados que também se comprometerem a realizar projetos com o mesmo objetivo.

Três estados já aderiram ao programa: Rio de Janeiro, Pará e Espírito Santo. A Bahia deve aderir ainda neste mês.

“O Serra nem sequer recebeu a ministra [Nilcéa Freire], que tentou falar com ele para tratar do pacto”, contou Nalu. "Por causa disso, resolvemos incluir a assinatura do compromisso na pauta de reivindicações da marcha".

Sônia Santos, uma das organizadoras do protesto, disse que São Paulo é um dos estados onde a violência contra mulher é mais presente. Segundo ela, apesar do grande número de delegais e centros de atendimento à mulher paulistas, nem sempre eles estão preparados assistir as vítimas de agressões.

“Os CICs [Centros de Integração da Cidadania] são uma boa idéia, mas estão às moscas. Têm equipamentos, mas não têm profissionais”.

A assessoria de imprensa do governo paulista não comentou o pacto de enfrentamento à violência, mas afirmou que existem 129 delegacias da mulher e dez CICs no estado, todas funcionando normalmente, além de 11 unidades prisionais femininas funcionando e três em construção.

Segundo a assessoria, os CICs realizaram 1 milhão de atendimentos durante o ano passado e oferecem serviços de assistência social e jurídica gratuitamente a todos os cidadãos em situação de vulnerabilidade. Para o órgão, as críticas da Marcha Mundial das Mulheres sobre a assistência prestada pelos centros às vítimas de agressões são desinformadas.

Segundo o governo paulista, cada centro desses tem funcionários da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, além de funcionários de parceiros, entre eles companhia estadual de habitação, Defensoria Pública, Polícia Militar e Procon.



A matéria foi alterada para acréscimo de informações da assessoria de imprensa do governo de São Paulo.
 


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