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8 de Março de 2008 - 18h54 - Última modificação em 11 de Março de 2008 - 21h46


Homens apóiam reivindicações feministas em São Paulo

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Marcha Mundial das Mulheres realizada no centro de São Paulo,  teve alguns homens entre se juntaram hoje (8) entre os cerca de 800 manifestantes estimados pela Polícia Militar. Eles - integrantes de movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos - aproveitaram o Dia Internacional da Mulher para demonstrar seu apoio às causas feministas: legalização do aborto, igualdade de salários, fim da violência doméstica, entre outras.

Marcos César Luiz Pereira saiu de Campinas (a 90 quilômetros de São Paulo) para acompanhar sua mulher, Shirlei, na manifestação. Para ele, todas as reivindicações feitas na marcha são justas e, pelo menos no seu caso, atendidas em casa. “Eu cozinho, eu gosto. Não gosto de lavar, mas passo”, disse. “No nosso relacionamento [matrimonial], procuramos dividir tudo. Não existe o dominador e o dominado.”

Professor, Pereira defende que a educação é a melhor forma de combate à desigualdade. “A solução está na educação formadora de cidadãos. Sem educação, todos seguirão o senso comum, que é de opressão contra a mulher.”

O estudante Ruggero Santi também compareceu à marcha para demonstrar seu apoio. Assim como o professor Pereira, ele acredita que as mulheres são historicamente prejudicadas. “Existem coisas que estão emaranhadas no preconceito. Por que esposa é chamada de mulher, não de esposa? Isso é um costume preconceituoso”, afirmou.

Santi contou que é morador de uma república de estudantes onde homens e mulheres procuram dividir as tarefas de forma igualitária. Para ele, uma sociedade justa deve oferecer as mulheres as mesmas condições de trabalho, saúde e participação política que aos homens.



 


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