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São Paulo - A Marcha Mundial das Mulheres realizada no
centro de São Paulo, teve alguns homens entre se juntaram hoje (8) entre os cerca de 800
manifestantes estimados pela Polícia Militar. Eles - integrantes de movimentos sociais, sindicatos e
partidos políticos - aproveitaram o Dia Internacional da Mulher para demonstrar
seu apoio às causas feministas: legalização do aborto, igualdade de salários,
fim da violência doméstica, entre outras. Marcos César Luiz Pereira saiu de Campinas (a 90 quilômetros de São Paulo) para acompanhar
sua mulher, Shirlei, na manifestação. Para ele, todas as reivindicações feitas
na marcha são justas e, pelo menos no seu caso, atendidas em casa. “Eu
cozinho, eu gosto. Não gosto de lavar, mas passo”, disse. “No nosso
relacionamento [matrimonial], procuramos dividir tudo. Não existe o dominador e
o dominado.” Professor, Pereira defende que a educação é a melhor forma de
combate à desigualdade. “A solução está na educação formadora de cidadãos. Sem
educação, todos seguirão o senso comum, que é de opressão contra a mulher.” O estudante Ruggero Santi também compareceu à marcha para
demonstrar seu apoio. Assim como o professor Pereira, ele acredita que as
mulheres são historicamente prejudicadas. “Existem coisas que estão emaranhadas
no preconceito. Por que esposa é chamada de mulher, não de esposa? Isso é um costume
preconceituoso”, afirmou. Santi contou que é morador de uma república de
estudantes onde homens e mulheres procuram dividir as tarefas de forma
igualitária. Para ele, uma sociedade justa deve oferecer as mulheres as mesmas
condições de trabalho, saúde e participação política que aos homens.
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