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São Paulo - Juan Carlos Lecompte, marido da ex-candidata à presidência
colombiana seqüestrada há cerca de seis anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc),
Ingrid Betancourt, afirmou hoje (9) que tem a impressão de que o presidente
da Colômbia, Álvaro Uribe, não quer a liberdade de sua esposa. “Cada vez que estamos perto da libertação de Ingrid, o
governo colombiano toma alguma medida militar ou política, ou então põe alguma
trava, problema ou obstáculo”, disse Lecompte, em entrevista à agência de
notícias argentina Telam. “Parece que o governo colombiano não quer a
libertação da minha esposa Ingrid Betancourt”. Ele afirmou também que, segundo relatos de reféns já
libertados, Betancourt, além das humilhações impostas pelas Farc, sofre com abusos de outros seqüestrados pela guerrilha colombiana. Lecompte se demonstrou satisfeito com o alívio das
tensões entre os governo da Colômbia, Venezuela e Equador, motivadas pela ação
do exército colombiano em território equatoriano realizada no dia 1º deste mês. Na ocasião, o exército colombiano matou um líderes das Farc, Raúl Reyes. “É muito bom que [os presidentes Uribe, Rafael Correa e Hugo
Chávez] tenham feito as pazes, porque nesta situação de agressividade em que
andavam é mais difícil buscar a libertação dos seqüestrados.” Ontem, a agência Bolivariana de Notícias informou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez
ordenou a retirada das tropas venezuelanas que ocupavam a região da fronteira do país
com a Colômbia. Hoje (9), o presidente do Equador, Rafael Correa, recebeu em Quito a comissão da Organização dos
Estados Americanos (OEA) que investigará as circunstâncias da operação
colombiana contra os guerrilheiros das Farc. Segundo o site do governo equatoriano,
o presidente agradeceu a colaboração da OEA na resolução da crise internacional
e garantiu colaborar com os trabalhos da comissão. “Da parte de nosso governo transparente, honesto e de mãos
limpas, jamais teremos algo a ocultar”, disse Correa. “Contem com nosso total
apoio e colaboração na investigação.” Segundo comunicado da OEA, a comissão segue para a Colômbia na
terça-feira (11), onde será recebida por Uribe. A comissão é formada
pelo secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, o presidente do
Conselho Permanente, Cornelius Smith, o representante do Brasil, Osmar Chohfi, e
representantes de Argentina, Panamá, e Peru.
Matéria alterada para corrigir informação sobre a data do ataque às Farc
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