Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
9 de Março de 2008 - 16h49 - Última modificação em 9 de Março de 2008 - 19h16


Marido de Ingrid Betancourt diz que governo colombiano não quer liberdade dela

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

São Paulo - Juan Carlos Lecompte, marido da ex-candidata à presidência colombiana seqüestrada há cerca de seis anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Ingrid Betancourt, afirmou hoje (9) que tem a impressão de que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, não quer a liberdade de sua esposa.

“Cada vez que estamos perto da libertação de Ingrid, o governo colombiano toma alguma medida militar ou política, ou então põe alguma trava, problema ou obstáculo”, disse Lecompte, em entrevista à agência de notícias argentina Telam. “Parece que o governo colombiano não quer a libertação da minha esposa Ingrid Betancourt”.

Ele afirmou também que, segundo relatos de reféns já libertados, Betancourt, além das humilhações impostas pelas Farc, sofre com abusos de outros seqüestrados pela guerrilha colombiana.

Lecompte se demonstrou satisfeito com o alívio das tensões entre os governo da Colômbia, Venezuela e Equador, motivadas pela ação do exército colombiano em território equatoriano realizada no dia 1º deste mês. Na ocasião, o exército colombiano matou um líderes das Farc, Raúl Reyes.

“É muito bom que [os presidentes Uribe, Rafael Correa e Hugo Chávez] tenham feito as pazes, porque nesta situação de agressividade em que andavam é mais difícil buscar a libertação dos seqüestrados.”

Ontem, a agência Bolivariana de Notícias informou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez ordenou a retirada das tropas venezuelanas que ocupavam a região da fronteira do país com a Colômbia.

Hoje (9), o presidente do Equador, Rafael Correa, recebeu em Quito a comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que investigará as circunstâncias da operação colombiana contra os guerrilheiros das Farc. Segundo o site do governo equatoriano, o presidente agradeceu a colaboração da OEA na resolução da crise internacional e garantiu colaborar com os trabalhos da comissão.

“Da parte de nosso governo transparente, honesto e de mãos limpas, jamais teremos algo a ocultar”, disse Correa. “Contem com nosso total apoio e colaboração na investigação.”

Segundo comunicado da OEA, a comissão segue para a Colômbia na terça-feira (11), onde será recebida por Uribe. A comissão é formada pelo secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, o presidente do Conselho Permanente, Cornelius Smith, o representante do Brasil, Osmar Chohfi, e representantes de Argentina, Panamá, e Peru.



Matéria alterada para corrigir informação sobre a data do ataque às Farc
 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina