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10 de Março de 2008 - 19h58 - Última modificação em 10 de Março de 2008 - 19h58


Lobão diz que governo fará o possível para evitar repasse da alta do barril de petróleo

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (10), que o governo fará tudo o que for possível para evitar repasses das altas do barril de petróleo aos preços de combustíveis, para não impactar o bolso do consumidor e evitar reflexos nas taxas de inflação do país.

A afirmativa foi feita, no Rio de Janeiro, ao fim da solenidade de posse de José Antônio Muniz na presidência da Eletrobrás, em resposta à pergunta de jornalistas sobre a demora da Petrobras em repassar para os preços dos derivados do petróleo a alta do barril no mercado externo – que bateu hoje a casa dos US$ 107.

"Nós estamos segurando [o preço dos principais derivados do petróleo] desde 2005 e deveremos haver de conseguir segurar por mais algum tempo. Quanto tempo? Eu não sei. E tem havido alguma inflação, ainda que pequena, além do preço internacional que está muito elevado”, disse o ministro.

Lobão praticamente descartou a possibilidade de que a estatal venha a aumentar, no curto prazo, os preços da gasolina e do álcool, ao responder se a demora em promover reajustes era uma “política de governo”. “Tudo quanto o governo puder fazer para não impactar o bolso do consumidor ele o fará. Esse exemplo [de não repassar a alta do preço do barril do petróleo no mercado externo para os preços dos derivados no mercado interno] já é significativo: o de que não se aumentam custos da Petrobras há muito tempo”, afirmou.

O último reajuste de preços promovido pela Petrobras foi em setembro de 2005, quando a estatal reajustou o preço da gasolina em 10% e o do diesel em 12%. Na ocasião, o preço do barril do petróleo oscilava entre US$ 40 e US$ 60.




 


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