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Brasília - A
instalação de uma nova base de operações da
Polícia Federal na região Amazônica vai “fechar
apenas uma janela” de entrada de drogas no país na fronteira
com a Colômbia. A avaliação é do delegado
da Polícia Federal na cidade de Tabatinga Eduardo Primo da
Silva. Segundo ele, a cada ano, são apreendidas mais de 1,5
tonelada de cocaína na região de fronteira do Brasil
com a Colômbia e o Peru. Só este ano, já foram
220 quilos apreendidos.
“A nova
base não vai resolver tudo, mas vai ajudar muito”, diz
Silva, lembrando que a base Garatéia vai ficar na confluência
entre o Rio Solimões e o Rio Içá, que é o
por onde mais entra drogas no território nacional. Ele explica
que o Rio Amazonas tem mais de mil afluentes e que a nova base vai
fechar a entrada de drogas em apenas um deles.
Silva
conta que a principal dificuldade na fiscalização é
a extensão do território. “Creio que não temos
toda eficiência para combater tudo o que passa aqui. Fazemos
medidas de repressão diária, trabalho de inteligência,
mas o Alto Solimões é uma região muito
pulverizada, uma floresta inundada, que tem muitos canais, o que
possibilitaria a passagem de drogas por destinos onde não há
fiscalização”, afirma, lembrando que a área
tem cerca de 15 milhões de hectares.
O
delegado diz que não é possível afirmar se a
droga que entra no Brasil é originária das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Em
nenhum inquérito alguém disse que veio das Farc, que
pegou a droga em um acampamento, ou com guerrilheiro 'x' ou 'y'”,
afirma. Mas ele lembra que toda a cocaína que entra no país
é produzida na Colômbia e no Peru, onde existem
guerrilheiros das Forças Armadas.
“O que
a gente tem por certo é que toda a droga é produzida no
Peru ou na Colômbia. A região colombiana e peruana que
está próxima a Tabatinga é uma região de
selva, onde há notícias de que existem guerrilheiros, e
também há notícias de que esses guerrilheiros se
dedicam ao narcotráfico. Agora, afirmar isso [de que a droga que entra no Brasil vem das Farc], efetivamente, eu
não posso”, afirma o delegado.
Segundo o
delegado, a droga é trazida ao Brasil das mais diversas formas. Há pessoas que carregam a droga em malas e há outras que a "escondem" no próprio corpo,
engolindo a droga. “Fundo falso é uma realidade constante”,
conta.
A Polícia
Federal confirmou hoje (10), por meio de sua assessoria de imprensa,
que terá uma nova base de operações na Amazônia.
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