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10 de Março de 2008 - 22h44 - Última modificação em 10 de Março de 2008 - 22h46


Técnicos do Brasil e de Portugal discutem saneamento e meio ambiente em Belém

Priscila Galvão
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Cerca de 400 técnicos do Brasil e de Portugal apresentam trabalhos e trocam informações, até sexta-feira (14), em Belém, onde se realiza o 8º Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental.

Pela primeira vez o encontro se realiza na Região Norte e terá a participação do secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, e do presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), José Aurélio Boranga.

A Abes reúne profissionais do setor e é parceira na realização do simpósio, ao lado da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH) e da Associação Portuguesa para Estudos de Saneamento Básico (Apesb). Em entrevista a Agência Brasil, Boranga afirmou que os debates deverão incluir obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), "uma esperança de melhoria da cobertura de esgoto no país", além das discussões sobre mudanças climáticas.

“São questão para ser resolvidas em muitos anos, entre elas a preservação da região amazônica", acrescentou. O saneamento, lembrou, é feito com dinheiro público e deve ser barateado: “Essa é uma receita que os governantes precisam aprender – aplicar dinheiro público de forma eficiente e eficaz."

Ele defendeu políticas públicas integradas para o desenvolvimento sustentável e destacou que o país tinha 80% de sua população na zona rural e 20% nas cidades. "Nos últimos 30 anos, a situação se inverteu, o Brasil se transformou em um país urbano, precisa de políticas e projetos integrados para garantir qualidade de vida à população", afirmou Boranga.

Amanhã (11), o secretário Leodegar Tiscoski abrirá a primeira mesa do simpósio, ao falar sobre saneamento e urbanização.

Segundo a comissão organizadora do encontro, pela primeira vez os trabalhos apresentados até sexta-feira serão disponibilizados somente em CD, como contribuição para a preservação ambiental.



 


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