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Brasília - O ministro da Justiça,
Tarso Genro, e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
ministra Ellen Gracie, assinaram hoje (10) um convênio que visa
estruturar melhor as bases de aplicação da Lei Maria da
Penha, que endureceu as penalidades em casos de violência
doméstica e contra a mulher. Com recursos financeiros e
capacitação, o governo federal vai auxiliar o Poder
Judiciário na implantação de mais juizados
especializados na área.
A ministra Ellen Gracie
explicou que esses juizados devem ser diferenciados. “Os juizados
especiais da Lei Maria da Penha são juizados realmente
especiais. Eles não são apenas um juiz, um escrivão
e alguns servidores. Eles precisam de serviços auxiliares,
como psicólogos, assistentes sociais, casas de passagem para
abrigar essas mulheres e crianças que precisam se afastar da
sua residência.”, disse.
Por essa especialidade
e das restrições orçamentárias do Poder
Judiciário, a ministra reconheceu que há dificuldade na
implantação desses juizados. O ministro Tarso Genro
afirmou, no entanto, que os recursos já estão previstos
no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania
(Pronasci).
“O governo federal
tem um programa, dentro do Pronasci, que é de drenagem de
recursos para treinamento de policiais para tratar questões
relacionadas com a violência contra a mulher, para a instalação
de juizados especiais da Lei Maria da Penha, e para a preparação
de operadores do direito, para tratar dessa questão de maneira
adequada”, afirmou.
O ministro garantiu que
a relação entre poderes Executivo e Judiciário
para realizar esse trabalho será “excelente”.
“Nós temos
vontade política, temos projetos e temos recursos”, afirmou.
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