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Brasília - A Operação Arco de Fogo, que combate
a exploração ilegal de madeira na Amazônia, foi
deflagrada hoje (10) no Mato Grosso com inspeções realizadas
por fiscais nos pátios de duas madeireiras da cidade de Sinop.
A informação é da assessoria de imprensa do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) que, devido ao grande volume de madeira a ser medido, ainda não tem dados sobre o total das apreensões e sobre aplicação de
multas.
O estado do Mato
Grosso concentra 50% dos 36 municípios que mais desmatam a
Amazônia, conforme divulgado em janeiro pelo Ministério
do Meio Ambiente. Além de Sinop, outra base de atuação
da operação no estado será montada em Alta
Floresta.
Com o efetivo enviado pela Polícia
Federal e pela Força Nacional de Segurança, a equipe é
composta por 20 agentes em cada base e promoverá ações
de fiscalização em vários municípios da
região ao longo dos próximos meses. O Ibama contabiliza
a presença de cerca de 400 madeireiras e serrarias, sem
considerar as unidades ilegais.
O chefe de fiscalização da gerência
executiva do Ibama em Sinop, Evandro Selva, não participará
diretamente das ações da operação. Na
última semana, o presidente do Ibama, Bazileu Margarido,
explicou que a estratégia é adotada pelo instituto
como forma de preservar os agentes locais, diante de possíveis
represálias.
O primeiro destino da Operação Arco
de Fogo foi a cidade de Tailândia, no Pará, onde os
fiscais já aplicaram, desde o dia 26 de fevereiro, mais de R$
5 milhões em multas contra madeireiras que detinham
em seus pátios toras retiradas ilegalmente da floresta e
carvoarias que funcionavam sem autorização. Além disso, 600 fornos
de carvão vegetal foram destruídos nas áreas
urbana e rural do município. Em seguida, a operação
foi estendida a Machadinho D`Oeste (RO), onde convive com uma ação
paralela do governo de Rondônia.
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