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10 de Março de 2008 - 20h38 - Última modificação em 10 de Março de 2008 - 20h38


Plantadores de cana se comprometem a antecipar fim de queimadas na lavoura

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) aderiu hoje (10) a um protocolo que prevê o fim das queimadas em grandes canaviais do estado de São Paulo até o ano de 2014. O compromisso foi firmado pelo presidente da entidade, Ismael Pereira Júnior, e o governador José Serra em cerimônia realizada na sede do governo paulista, em São Paulo.

De acordo com a lei estadual 11.241/2002, as queimadas da palha de cana passam a ser proibidas só em 2021.

O Protocolo Agroindustrial, como foi chamado, é o mesmo assinado pela União das Indústrias da Cana-de-Açúcar (Unica) em junho de 2007. Ele é um dos 21 projetos ambientais considerados prioritários para o governo paulista.

Resultados parciais da iniciativa foram divulgados hoje pelo secretário do Meio-Ambiente de São Paulo, Francisco Graziano Neto. Segundo um estudo do governo elaborado com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apesar de a área de cana-de-açúcar colhida ter aumentado de 3,2 milhões de hectares da safra 2006/2007 para 3,7 milhões de hectares  para a safra 2007/2008, a área queimada caiu de 2,1 milhões de hectares para 2 milhões de hectares - redução do equivalente a 155 campos de futebol.Com isso, o governo afirma ter reduzido em 3,9 mil toneladas a quantidade de material particulado emitido pelas queimadas e em 6,5 mil toneladas a quantidade de hidrocarbonetos emitidos.

Segundo o governo de São Paulo, o estado é o principal produtor de cana-de-açúcar do país, responsável por cerca de 50% da produção nacional. Na próxima safra, o estado espera um aumento de cerca de 7 mil hectares na área colhida.



 


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