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Rio de Janeiro - A possibilidade de que
o governo venha a reestatizar o setor elétrico foi totalmente
descartada hoje (10) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão,
em seu discurso na solenidade de posse de José Antonio Muniz
na presidência da Eletrobrás. “Quero garantir que não
é esta a intenção do governo brasileiro [de
reestatizar o sistema elétrico]. Se queremos fortalecer a
Eletrobrás, e queremos, é para garantir o fornecimento
de energia elétrica ao país e viabilizar a continuidade
do crescimento econômico. É para estabilizar os custos,
as tarifas, para modular o sistema”, disse.
Lobão afirmou
ainda que a Eletrobrás e suas empresas controladas vão
participar, a partir de agora, de todas as licitações
do setor elétrico a serem realizadas no país. “A
Eletrobrás vai participar, através de suas empresas
controladas, de todos os leilões de energia a serem realizados
no país. Isto já implicará na redução
no custo da energia ofertada nos leilões pelas empresas
participantes”, garantiu.
O ministro também descartou qualquer
possibilidade de que a Eletrobrás venha a comprar empresas
privadas já estabelecidas no mercado de energia. “Nós
não vamos comprar nenhuma empresa que já se encontra no
mercado. Somente faremos investiremos em energia nova e, ainda assim,
na maioria dos casos, em associação com as empresas
privadas”, disse Lobão, que afastou a possibilidade de que o
grupo, por meio de Furnas Centrais Elétricas, venha a
participar do leilão da Companhia Energética de São
Paulo (Cesp).
Mais uma vez, ele rechaçou a possibilidade
de que o país venha a sofrer um novo apagão. “Não
há a menor possibilidade de apagão. Nem neste ano, nem
no seguinte e tão pouco nos próximos anos. Nós
estamos muito atentos a tudo isto. O ideal seria que nós
tivéssemos 50% mais de energia, mas quanto isto custaria? As
nossas empresas estão fornecendo energia suficiente ao
crescimento nacional. E o Comitê de Monitoramento está
sempre atento às necessidades brasileiras”, afirmou.
Lobão disse que o país tem, hoje,
capacidade instalada de cerca de 100 mil megawatts e que, em 20 anos,
a capacidade instalada saltará para 190 mil megawatts. Segundo
ele, o Brasil produzirá ainda mais energia a partir da fonte
nuclear. “Vamos caminhar firmemente para a energia nuclear. Se
temos hoje apenas dois mil megawatts de capacidade instalada, em dez
anos teremos oito mil megawatts e em 50 anos teremos 60 mil megawatts
de capacidade. Temos que ter energias alternativas”, justificou.
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