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Brasília - O líder do DEM
no Senado, José Agripino Maia (RN), disse hoje (10) que a
oposição vai debater "à exaustão"
a medida provisória que cria a Empresa Brasil de
Comunicação (EBC). A MP é o quarto item da
pauta de votação do Senado, obstruída por outras
três medidas provisórias.
José Agripino
não foi claro sobre a possibilidade do DEM e do PSDB
obstruírem as votações para protelar a
tramitação da matéria. O prazo constitucional
para sua deliberação encerra-se no dia 21 de março.
"O debate vai à
exaustão. Ninguém pode assegurar que o debate vá
acontecer até o dia 21 e que no dia 22 não haverá
matéria a debater", disse.
Uma das questões
que a ele pretende discutir é a obrigatoriedade de empresas de
televisão comerciais serem obrigadas a ceder à TV
Brasil programações contratadas que não
forem utilizadas como, por exemplo, jogos de futebol.
Outro ponto destacado
por José Agripino é a criação de uma TV
pública por medida provisória. "Qual é a
urgência e relevância dessa instituição?",
indagou.
Ao contrário do
que disseram hoje o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho
(PMDB-RN), e o relator da medida provisória senador Renato
Casagrande (PSB-ES), José Agripino desvinculou a votação
do Orçamento da União de 2008, prevista para
quarta-feira (12), no ritmo de apreciação das
medidas provisórias
que obstruem a pauta da Casa.
"Não tem
ligação direta uma coisa com a outra. Cada problema ao
seu momento. A votação do orçamento é um
problema, a instalação da CPMI [dos Cartões
Corporativos] é um problema, a votação das
MPs é outro problema. Eles todos vão acontecer e serão
equacionados a seu tempo", afirmou o líder do DEM.
Em entrevista à
Agência Brasil, o senador Renato Casagrande disse que a
oposição não obstruiria sessões plenárias
para protelar a votação da medida provisória que
cria a EBC. "A oposição não vai
obstruir. Eles vão fazer um debate intenso e vão votar
contra".
Casagrande ressaltou
que cabe à bancada governista, que tem maioria na Casa,
garantir a votação da medida provisória antes do
dia 21.
"O governo tem
maioria e cabe a ele colocá-la em Plenário. Para
aprovar a medida provisória os senadores da base têm que
estar no Plenário, caso contrário vai ficar difícil",
afirmou o parlamentar.
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