



|
Rio de Janeiro - A Vara Federal de Campos, município no norte fluminense,
determinou hoje (11) o afastamento do prefeito Alexandre Mocaiber. O pedido
havia sido feito pelo Ministério Público Federal, que também solicitou a prisão
preventiva de 21 pessoas investigadas por operação de um esquema de desvio de
verbas do Ministério da Saúde repassadas ao município.
As informações foram
divulgadas na página do MPF na internet (www.prrj.mpf.gov.br), segundo a qual empresários ligados à atual administração pública do
município utilizavam “laranjas” para disputar licitações viciadas e, assim,
firmarem contratos milionários.
O procurador da República no município, Eduardo
Santos de Oliveira, também conseguiu o afastamento dos secretários de
Obras, José Luis Maciel Púglia; de Desenvolvimento, Edilson de
Oliveira Quintanilha; e de Fazenda, Carlos Edmundo Ribeiro Oliveira;
e do procurador-geral do município, Alex Pereira Campos.
A Justiça autorizou o seqüestro dos bens das 21 pessoas
envolvidas e a busca e apreensão na Prefeitura e na residência do prefeito.
A investigação do MPF originou-se de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, que indicava uma
movimentação financeira incomum na região e que resultou hoje na prisão de 14
pessoas pela Polícia Federal, na Operação Telhado de Vidro. O MPF informa ainda que “ao longo das investigações
foi apurado o favorecimento de empresas contratadas sem licitação, usadas como
´laranjas´, dentre elas a filial da Cruz Vermelha em Nova Iguaçu e a Fundação
José Pelúcio". E explica: "Essas instituições foram beneficiadas com milionárias dispensas
de licitação firmadas com o município, relativas à terceirização de pessoal,
sem concurso público, admitindo cerca de 16 mil trabalhadores. Parte dos
contratos eram mantidos com verba pública federal do Programa Saúde da Família
(PSF), e também com verba oriunda de royalties de petróleo, pagas pela
Petrobras”.
|
|