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Brasília - Os parlamentares ouviram do ministro da Fazenda,
Guido Mantega, que se houver vontade política, a reforma
tributária poderá ser aprovada ainda neste ano. Como
garantia, ele disse que o governo promete antecipar a desoneração
da folha de pagamento (diminuição de cobrança de
impostos para o empregador), desde que não haja impacto na
arrecadação.
Sobre a afirmação de Mantega, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, disse que "se o PMDB se empenhar, [a aprovação da reforma] é garantida".
Mantega reconheceu que o fundo de complementação
regional, que vai compensar os estados por eventuais perdas com a
reforma, necessita ser melhor detalhado para os governadores.
“A partir da próxima semana, secretários
estaduais de Fazenda vão ser convidados para discutir esse
fundo, da forma como será constituído”, disse
referindo-se à tarefa que cabe ao secretário Bernard
Appy.
Segundo Mantega, os governadores passarão a
ter mais segurança ao ver como será constituído
o fundo e como passará a funcionar. “Fica mais palpável.
O fundo é que vai garantir que não haverá perdas
nos estados”.
O ministro lembrou, no entanto, que a
regulamentação do fundo será feita por lei
infra-constitucional, mas há o compromisso de, depois de
aprovada a reforma, o governo desonerar a folha de pagamento e os
investimentos, fundamentalmente com o PIS Cofins e ICMS
O governado do espírito santo, Paulo
Hartung, afirmou que está “feliz”com a proposta de
reforma. “É uma agenda boa para os congressistas e para o
país. Não queremos ganhar, aceitamos até perder,
[desde que] em benefício do país
Hartung pediu ao ministro, no entanto, que
observasse a condição do Espírito Santo de
produtor de gás natural e disse que espera que seu estado não
seja uma Bolívia dentro do Brasil.
“Nossa expectativa era de arrecadar R$ 600
milhões. Vamos ter uma redução brutal [com a
reforma] dessa possibilidade de arrecadação. O
Espírito Santo caminha para ser uma Bolívia para o
Brasil. A Bolívia está despachando 27 milhões de
metros cúbicos e o Espírito santo, 20 milhões.
Vai ser difícil explicar aos capixabas que nós estamos
produzindo para o Brasil e não temos benefícios”
Mantega reconheceu a relevância do Espírito
Santo na produção de energia para o país e disse
que está atento ao impacto da reforma tributaria no estado,
mas lembrou que a matéria está no Congresso e pode ser
modificada
“O projeto está entrando no Congresso
para ser aperfeiçoado. Não temos a pretensão de
que ele seja um projeto acabado”.
O secretário de Fazenda do Paraná,
disse que o governador do seu estado Roberto Requião, mandou
dizer aos presentes que é satisfatória a reforma do
jeito que está. Segundo ele, o Imposto sobre Valor Agregado
(IVA) não deixa de ser um avanço enorme, mas a questão
do ICMS ainda é complexa.
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