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Brasília - A Segunda Turma do
Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou hoje (11) a validade da
liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, em 29 de maio
do ano passado, que revogou a prisão preventiva do dono da
Construtora Gautama, Zuleido Soares Vera.
O empresário é investigado por
suposto envolvimento com fraudes em licitações
públicas, investigadas pela Operação Navalha, da
Polícia Federal, deflagrada em maio do ano passado. A prisão preventiva de Zuleido Veras
tinha sido decretada pela ministra do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), Eliana Calmon, relatora do inquérito instaurado a
partir das investigações da PF. A ministra alegou que
Zuleido ficou em silêncio durante a tomada de um depoimento.
Mas os ministros do STF entenderam que a prisão
preventiva não foi devidamente fundamentada. Eles concordaram
com o argumento de Gilmar Mendes de que o silêncio é um
direito constitucional de qualquer investigado, que não é
obrigado a produzir provas contra si mesmo.
O STF também concedeu hoje, em definitivo,
o relaxamento da prisão preventiva de três outros
investigados pela Operação Navalha: o diretor do
Departamento de Trânsito (Detran) de Alagoas, Márcio
Fidelson Menezes Gomes, além de Alexandre Maia Lago e
Francisco de Paula Lima Júnior, sobrinhos do governador do
Maranhão, Jackson Lago.
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