|
Brasília - O
advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli,
afirmou hoje (11), durante audiência pública na comissão
especial que analisa a mudança no trâmite de medidas
provisórias, que a limitação no número de
MPs editadas pode abrir uma brecha para o questionamento judicial de
decisões do Legislativo. A limitação do número
de MPs foi sugerida por alguns membros da comissão.
Segundo Toffoli, o que
pode acontecer, caso a limitação seja aprovada, é
o Executivo editar uma medida provisória sobre um assunto
genérico e, por meio de questionamentos na Justiça,
transferir para o Judiciário a responsabilidade de definir
qual o principal assunto da matéria.
"Vai se editar uma
medida provisória árvore de natal, e quem vai dizer se
aquela bola faz parte da árvore é o Judiciário",
explicou.
Toffoli dise que isso
poderá fazer com que membros do Legislativo questionem a
validade da MP no Judiciário. De acordo com Toffoli, é
bom lembrar que a Emenda Constitucional n° 32 já impede
que vários assuntos sejam tratados na mesma medida.
Na comissão
especial que trata das mudanças na tramitação
das MPs, vários deputados sugeriram ao relator, deputado
Leonardo Picciani (PMDB-RJ), emendas nesse sentido. Um deles foi o
deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), que pede a edição,
pelo Executivo, de 12 medidas provisórias por ano.
Para resolver a
questão, Toffoli sugeriu que sejam feitas sessões
extraordinárias para que as medidas possam ser apreciadas
pelos parlamentares. "Criando uma sistemática de sessões
extraordinárias, poderíamos fazer com que a Câmara
e o Senado parassem para analisar a matéria [no caso a
MP]", disse.
|