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Brasília - O procurador Marinus
Marsico, do Ministério Público no Tribunal de Contas da
União (TCU), solicitou ao promotor de Justiça do
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
(MPDFT), Gladaniel Palmeira de Carvalho, o envio de toda a
documentação que aponta o desvio de finalidade da
Fundação de Empreendimentos Científicos e
Tecnológicos (Finatec), da Universidade de Brasília
(UnB).
“Tudo será
analisado para que a próxima prestação de contas
da UnB seja auditada com rigor. E caso haja comprovação
de desvios, vou pedir a penalização de todos os
culpados, pouco importando que seja o reitor ou o mais humilde
servidor”, informou o procurador à Agência Brasil.
Marinus Marsico
admitiu, contudo, que as punições impostas pelo TCU não
são suficientes para que as fundações de apoio
às universidades cumpram com as finalidades para as quais
foram criadas.
“Cumprimos o nosso
dever, que é mandar que as irregularidades sejam corrigidas.
Mas o que observamos é que os órgãos da
educação, a começar pelo Ministério da
Educação, não têm o mínimo
interesse de sanar os desvios e fazer com que as universidades ajam
conforme as leis do país. E isso vem se repetindo há
muitos anos”, denunciou.
De acordo com o
procurador, quase todas as fundações de apoio às
universidades praticam irregularidades. Marsico disse que 99% das
determinações do TCU são objeto de recursos
pelas universidades.
“O TCU vai fixando
prazos para que elas se adequem, só que os prazos são
simplesmente ignorados. No final, o que prevalece são as
alegações de que se fossem cumprir o que determina a
lei teriam que fechar seus portões”, informou.
Para o procurador, a
solução seria aplicar multas pesadas a todos os
dirigentes, tanto das fundações quanto das
universidades, que não cumprem a lei. “E depois partir para
uma solução mais drástica que seria determinar
mesmo o que está previsto na lei orgânica do TCU - o
próprio afastamento dos dirigentes”.
Marinus Marsico
defendeu que deveria ser declarada a inidoneidade de todos os
envolvidos nos desvios para impedi-los de exercer qualquer função
pública por um prazo que pode variar em torno de cinco anos.
“Ou seja, o que eu entendo é que deve ser feito algo
drástico”.
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