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11 de Março de 2008 - 18h22 - Última modificação em 11 de Março de 2008 - 19h23


Indonésios verificarão condições sanitárias para comprar carne bovina

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, e o ministro da Agricultura da Indonésia, Anton Apriyantono, durante almoço na Academia de Tênis
Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, e o ministro da Agricultura da Indonésia, Anton Apriyantono, durante almoço na Academia de Tênis
Brasília - Empresários da Indonésia estão interessados em importar produtos agrícolas e carne bovina do Brasil. Uma comitiva integrada por representantes do governo e empresários do país asiático reuniu-se hoje (11) com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para iniciar conversações que levem a futuros acordos comerciais.

O ministro da Agricultura da Indonésia, Anton Apriyantono, informou que seu país importa, atualmente, 60% da soja que consome, o que representa cerca de 1,2 milhão de toneladas. Além disso, são 400 mil toneladas de bois vivos e 50 mil toneladas de carne in natura importadas. Apriyantono afirmou que, como o país tem uma economia de mercado aberta, os empresários brasileiros, cumprindo as exigências, poderão entrar na concorrência e passar a exportar para lá.

“Gostaríamos de verificar as condições sanitárias com nossos técnicos, não só no Brasil, mas em vários países. E também se o método de abate é Halal ou não”, afirmou o ministro indonésio. O Halal (palavra árabe que significa “permitido”) é o método que adota os preceitos da religião mulçumana, seguida por 80% dos 217 milhões de habitantes da Indonésia.

O Halal tem algumas exigências específicas, como o abate do animal em separado de outros, a degola e o direcionamento da face do animal para Meca. Stephanes garantiu que isso não é problema para o Brasil, que já aplica o sistema em vários de seus frigoríficos. “Nós já temos várias plantas [de frigoríficos] aprovadas, porque já exportamos para vários países muçulmanos”, afirmou.

Em relação às questões sanitárias, Stephanes destacou que o Brasil não tem o problema da doença da vaca louca, grande temor para os asiáticos. E que a missão européia que visita o Brasil para tratar da análise de resíduos e contaminantes dos produtos brasileiros antecipou seu retorno por encontrar os trabalhos laboratoriais todos em ordem.

Além disso, está sendo estabelecido um cronograma de ampliação de novas propriedades aptas a fornecer carne bovina à União Européia. “Esperamos que até o final do ano se restabeleça integralmente o fluxo de exportação que tínhamos antes. E está dependendo mais do Brasil em apresentar novas propriedades”, completou o ministro.

Stephanes disse ainda que o início dos acordos comerciais com a Indonésia depende agora dos entendimentos entre empresários dos dois países, mas vários negócios deverão ser fechados ao longo do ano. Ele explicou que há uma certa urgência, por parte da Indonésia, nas negociações, devido à grande demanda por importações de produtos agropecuários. E informou que os indonésios estão interessados no intercâmbio de informações sobre a tecnologia do biodiesel.

Sobre a exportação de produtos agrícolas neste ano, o ministro disse esperar crescimento de 10% a 15%, equivalente à taxa dos últimos anos.

Segundo a assessoria do Ministério da Agricultura, a vinda da comitiva estava prevista inicialmente para abril, mas em razão da dificuldade de abastecimento e da elevação dos preços dos produtos na Indonésia, foi antecipada a pedido do presidente Susilo Bambang Yudhoyono.



 


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