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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - Os deputados Luiz Sérgio (PT-RJ) e Marcelo Melo (PMDB-GO), relator e vice-presidente da da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, durante a primeira reunião. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) foi eleita presidente
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Brasília - Apesar de ter cedido a vaga da presidência
da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos
Cartões Corporativos ao PSDB, o PMDB não abriu mão
da vice-presidência. Na reunião de instalação
da CPMI, o deputado Marcelo Melo (GO) foi escolhido para exercer a
função. Tradicionalmente, os dois cargos eram ocupados
por integrantes do mesmo partido.
A presidente da comissão,
Marisa Serrano (PSDB-MS), marcou para amanhã (12), às
9h, reunião para votação de requerimentos. Entre
os pedidos apresentados pela oposição está a
convocação dos ministros da Controladoria-Geral da
União (CGU), Jorge Hage; da Casa Civil, Dilma Rousseff; e do
Tribunal de Contas da União (TCU) Ubiratan Aguiar.
Também
estão na lista a ex-ministra da Secretaria Especial de
Promoção da Igualdade Racial (Seppir) Matilde Ribeiro,
e os ministros do Esporte, Orlando Silva, e da Secretaria Especial de
Aqüicultura e Pesca (Seap), Altemir Gregolin. Os três são
acusados de uso indevido de cartão corporativo.
A oposição também quer convocar João
Roberto Fernandes Júnior, segurança de Lurian, filha do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Maria Emília
Matheus Évora, que, segundo o requerimento, custeava despesas
da primeira-dama Marisa Letícia. Também há
pedidos de convocação de Cléver Pereira Fialho e
de João Domingos da Silva Neto, funcionários que
tiveram os maiores gastos com cartão no gabinete da
Presidência em 2005 e 2007, respectivamente, de acordo com a
oposição.
A intenção da oposição
é examinar a fundo os gastos da Presidência com cartão
corporativo.
“É
importante ouvir essas pessoas, mas temos de ouvir mesmo aqueles que
foram acusados de gastos irregulares. Esse é o grande desafio
desta CPI”, comentou o senador Démostenes Torres
(DEM-GO).
Segundo Démostenes, as pessoas convocadas
terão chance de se explicar e aqueles que estão sob
suspeita de irregularidades serão investigados. “Não
adianta ficar bravo”, comentou.
Questionado sobre a
possibilidade de convocação de Lurian, o parlamentar
respondeu que “não descartamos nada”. “No futuro poderá
ser convocada se houver necessidade e se houver indício de
prática irregular de gasto com cartões por parte de
seguranças dela.”
O relator da CPMI, Luiz Sérgio
(PT-RJ), afirmou que ainda não teve conhecimento dos
requerimentos da oposição. Em sua avaliação,
o tema segurança não deve ser tratado “no campo
pessoal deste ou daquele governante”. Segundo ele, o que precisa
ser discutido é se a Presidência da República
precisa ou não de segurança.
“Que precisa,
todos concordam”, comentou o deputado. “Agora, o sigilo sobre
quem são as pessoas é essencial ou não? Esse é
um debate que os especialistas da área terão que
fazer.”
Segundo ele, a conclusão da comissão
após ouvir os especialistas determinará se essas
informações serão levadas a conhecimento da
sociedade ou não.
A matéria foi alterada para acréscimo de informações (as falas dos parlamentares).
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