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11 de Março de 2008 - 16h13 - Última modificação em 12 de Março de 2008 - 22h15


PMDB fica com a vice-presidência da CPI dos cartões corporativos

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - Os deputados Luiz Sérgio (PT-RJ) e Marcelo Melo (PMDB-GO), relator e vice-presidente da da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, durante a primeira reunião. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) foi eleita presidente
Brasília - Os deputados Luiz Sérgio (PT-RJ) e Marcelo Melo (PMDB-GO), relator e vice-presidente da da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, durante a primeira reunião. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) foi eleita presidente
Brasília - Apesar de ter cedido a vaga da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos ao PSDB, o PMDB não abriu mão da vice-presidência. Na reunião de instalação da CPMI, o deputado Marcelo Melo (GO) foi escolhido para exercer a função. Tradicionalmente, os dois cargos eram ocupados por integrantes do mesmo partido.

A presidente da comissão, Marisa Serrano (PSDB-MS), marcou para amanhã (12), às 9h, reunião para votação de requerimentos. Entre os pedidos apresentados pela oposição está a convocação dos ministros da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage; da Casa Civil, Dilma Rousseff; e do Tribunal de Contas da União (TCU) Ubiratan Aguiar.

Também estão na lista a ex-ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) Matilde Ribeiro, e os ministros do Esporte, Orlando Silva, e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), Altemir Gregolin. Os três são acusados de uso indevido de cartão corporativo.

A oposição também quer convocar João Roberto Fernandes Júnior, segurança de Lurian, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Maria Emília Matheus Évora, que, segundo o requerimento, custeava despesas da primeira-dama Marisa Letícia. Também há pedidos de convocação de Cléver Pereira Fialho e de João Domingos da Silva Neto, funcionários que tiveram os maiores gastos com cartão no gabinete da Presidência em 2005 e 2007, respectivamente, de acordo com a oposição.

A intenção da oposição é examinar a fundo os gastos da Presidência com cartão corporativo.

“É importante ouvir essas pessoas, mas temos de ouvir mesmo aqueles que foram acusados de gastos irregulares. Esse é o grande desafio desta CPI”, comentou o senador Démostenes Torres (DEM-GO).

Segundo Démostenes, as pessoas convocadas terão chance de se explicar e aqueles que estão sob suspeita de irregularidades serão investigados. “Não adianta ficar bravo”, comentou.

Questionado sobre a possibilidade de convocação de Lurian, o parlamentar respondeu que “não descartamos nada”. “No futuro poderá ser convocada se houver necessidade e se houver indício de prática irregular de gasto com cartões por parte de seguranças dela.”

O relator da CPMI, Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que ainda não teve conhecimento dos requerimentos da oposição. Em sua avaliação, o tema segurança não deve ser tratado “no campo pessoal deste ou daquele governante”. Segundo ele, o que precisa ser discutido é se a Presidência da República precisa ou não de segurança.

“Que precisa, todos concordam”, comentou o deputado. “Agora, o sigilo sobre quem são as pessoas é essencial ou não? Esse é um debate que os especialistas da área terão que fazer.”

Segundo ele, a conclusão da comissão após ouvir os especialistas determinará se essas informações serão levadas a conhecimento da sociedade ou não.

A matéria foi alterada para acréscimo de informações (as falas dos parlamentares).

 


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