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11 de Março de 2008 - 21h52 - Última modificação em 11 de Março de 2008 - 22h09


Para diretor, mortalidade infantil sempre será maior entre indígenas

Daniel Mello
Da Agência Brasil

 
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Brasília - A mortalidade de crianças indígenas "sempre será maior do que na população não-índia". A avaliação é do diretor do Departamento de Saúde Indígena (Desai), Wanderley Guenka, que participou hoje (11) de audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga a Subnutrição de Crianças Indígenas.

“Quando o índio precisa de assistência, ele está em um lugar muito distante. E na maioria das vezes o município mais próximo é um município pequeno”, afirmou o diretor, que completou explicando que os municípios pequenos possuem uma série de problemas na infra-estrutura de saúde.

Segundo o diretor do Desai, a taxa de mortalidade de crianças indígenas se situa na média de 48 para cada mil nascidos vivos, em contrapartida aos cerca de 23 por mil nascimentos da população não-índia.

A nutricionista da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Aline Caldas, que também esteve presente na audiência pública afirmou que os problemas de saúde na população indígena - entre eles a desnutrição - estão ligados a “pressões da população envolvente”, como degradação dos territórios, conflitos com garimpeiros, contaminação das águas por mercúrio e mudanças no estilo de vida.

Esses problemas, segundo ela, causam desestruturação das comunidades e são apontados como responsáveis pelo alto índice de enfermidades mentais em indígenas, como suicídio e o alcoolismo.

O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Erwin Krautler, também deveria ter sido ouvido hoje (11), mas enviou um ofício dizendo que não poderia comparecer.

Amanhã (12), a CPI deverá ouvir o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira.



 


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