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11 de Março de 2008 - 23h46 -
Última modificação
em 11 de Março de 2008 - 23h54
Campanha quer mobilização de homens para fim da violência contra a mulher
Luciana Melo
Da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - Participantes da abertura da Campanha do Laço Branco 2008 - Homens por uma Cultura sem Violência contra a Mulher
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Brasília - Como parte das comemorações ao Dia
Internacional da Mulher, foi lançada hoje (11), em
Brasília, a edição deste ano da Campanha do
Laço Branco.
O
objetivo é conscientizar, principalmente os homens, sobre a
questão da violência contra a mulher. Realizada há 9 anos em todo o mundo, a campanha já chegou a 58
países.
Com
o slogan Homens por uma Cultura Sem Violência Contra a
Mulher, a Campanha do Laço Branco é resultado de uma parceria entre a
Secretaria de Estado de Cultura do DF, o Fundo de População
das Nações Unidas (UNFPA), e as organizações não-governamentais (ONGs) Instituto Papai e Promundo.
De
acordo com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para
as Mulheres, Nilcéa Freire, que participou do lançamento,
“quando a gente trabalha a questão da violência contra
a mulher, temos que pensar que não basta trabalharmos apenas
com as mulheres e para as mulheres, para erradicarmos a violência
é preciso trabalhar com os homens. Para que eles compreendam
que uma sociedade mais justa, mais igualitária é uma
sociedade melhor para que todos possam conviver”.
Alana
Armitage, representante do UNFPA, afirmou que o mais importante da
campanha é a participação e conscientização
dos homens. “Todos estão aqui para mobilizar os homens pelo
fim da violência contra as mulheres”, afirmou Alana.
O
coordenador da ONG Instituto Papai, Benedito Medrado, disse que o objetivo da
campanha é mostrar que esse tipo de violência não
é apenas contra a mulher e sim contra a sociedade. Ele afirma
que é preciso conscientizar que o “silêncio é
cúmplice da violência”.
“A
violência contra a mulher tem como base o machismo e o machismo
efetivamente não tem gerado nada de positivo para a vida dos
homens. Se observarmos, os homens têm morrido em função
daquilo que o machismo prega que é a violência.
Masculinidade não tem nada a ver com violência, assim
como feminilidade não tem absolutamente nada a ver com
fragilidade ou submissão”, afirmou Medrado.
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