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Brasília - O
ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os ajustes de curto
prazo hoje (12) anunciados vão se somar mais adiante com
decisões de médio e de longo prazos, a serem adotadas
na Política Industrial, com o objetivo de criar condições para a manutenção das
exportações brasileiras em alto patamar.
No momento, disse, “faz-se necessário dar condições melhores aos
exportadores, a começar pela redução de custos”.
O objetivo, acrescentou, é fortalecer as contas
externas e, por isso, “temos que fazer alguns ajustes ao longo do
tempo”. Estes ajustes, segundo o ministro, não afetam a imagem do
país no exterior, porque “não alteram as regras do
jogo”.
Em relação ao fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as exportações, a partir de segunda-feira (17), Mantega disse que resultará em renúncia
fiscal de aproximadamente R$ 2,2 bilhões, mas será
compensada pelo estímulo dado aos exportadores.
O ministro admitiu que
o país pode também reduzir e até zerar a
arrecadação do IOF nas operações
de renda fixa dos estrangeiros, que considerou “pouco
significativa”. Se for repetida a entrada do ano passado nessa modalidade, que chegou a R$ 40 bilhões, a arrecação será de R$ 600 milhões, "inferior ao que vamos deixar de arrecadar com a renúncia fiscal".
As medidas anunciadas hoje, acrescentou, não são de caráter arrecadatório,
mas sim de caráter regulatório. Mantega explicou que a equipe econômica preferiu adotá-las de
forma gradual, para alcançar
os objetivos, e “achamos que estão de bom tamanho – se necessário, faremos adaptações mais adiante”.
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