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Brasília - Representantes de 20
entidades da sociedade civil promoveram hoje (12) uma manifestação
em Brasília para pedir urgência na aprovação
da Proposta de Emenda à Constituição 438, a PEC
do Trabalho Escravo. O ato foi organizado pela Secretaria Especial de
Direitos Humanos, por subcomissões temáticas do
Congresso Nacional e movimentos sociais.
Pela proposta em
análise, as propriedades onde sejam flagrados casos de
trabalho em condições de escravidão serão
destinadas à reforma agrária. A emenda foi apresentada
em 1999 pelo então senador Ademir de Andrade (PSB-PA). Em 2001
foi aprovada em segundo turno pelo Senado, e em 2003, passou em
primeiro turno na Câmara, e agora aguarda, desde 2004, a
votação em segundo turno.
O conselheiro da
Comissão Pastoral da Terra, dom Tomás Balduíno,
disse que aguarda com ansiedade a aprovação da PEC.
Segundo ele, a intensificação da fiscalização
e a PEC que confisca a terra de quem a usa para o trabalho escravo,
deve resolver o problema.
O secretário da
Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho
Escravo (Conatrae), Paulo Vanuchi, disse que “em fase de
crescimento econômico como o Brasil vive hoje, é
importantíssimo reforçar todos
os mecanismos de fiscalização, de enfrentamento, para
não deixar o trabalho escravo voltar a crescer".
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