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Brasília - A
aprovação da medida provisória que cria a
Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é
um passo importante para a construção de um novo modelo
de comunicação no Brasil, mas ainda não supre as
demandas dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada. A
afirmação foi feita pela secretária de
Comunicação da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Rosane Bertotti.
"Só a
votação não basta, é preciso agora
garantir democracia e participação pública [na
programação]", disse Rosane.
Sobre a
programação atual da TV Brasil, que integra a
EBC e está no
ar há cerca de três meses, Rosane destacou que a
emissora vem demonstrando abertura ao diálogo com a sociedade
e "resgatando" a comunicação como um
instrumento de mudança. Ela ressaltou, no entanto, que falta
garantir espaço para as representações e
movimentos sociais na programação. "É um
processo que precisa ser construído", disse a representante da CUT.
Junto a outras entidades de comunicação e
movimentos sociais, a CUT defende a realização de uma
Conferência Nacional de Comunicação, nos moldes
dos encontros nas áreas de saúde e meio ambiente, por
exemplo.
Para Rosane Bertotti,
a iniciativa ampliaria o debate entre governo, sociedade, empresários
e organizações sociais sobre o tema. "Comunicação
é uma política fundamental, porque trata de acesso à
informação e formação de opinião.
É preciso dar espaço a discussão de temas
como acesso à programação e rádios
comunitárias.”
omunitárias".
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