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13 de Março de 2008 - 18h34 - Última modificação em 13 de Março de 2008 - 20h46


Auditores fiscais da Receita mantêm decisão de parar na próxima semana

Sabrina Craide*
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Mesmo depois da reunião com representantes do governo, realizada ontem (12), os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil decidiram manter a greve programada para começar na terça-feira (18). O reajuste para a categoria não está previsto na medida provisória anuncia hoje (13) pelo Ministério do Planejamento,

Em votação na assembléia nacional da categoria na última terça-feira (11), 97,79% dos cerca de 3.500 participantes optaram pela suspensão do serviço, sendo que o voto de 82,94% foi favorável a paralisar por tempo indeterminado.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Gelson Myskovsky, o principal reflexo será sentido nos portos e aeroportos, onde só serão liberadas as cargas perecíveis, explosivas e inflamáveis, além de medicamentos.

Segundo Myskovsky, o governo recuou da proposta que tinha apresentado anteriormente, que previa um alinhamento das carreiras típicas de estado, como Polícia Federal, Receita Federal, auditoria da Receita, Advocacia da União e Procuradoria da Fazenda Nacional.

“Além de reduzir a proposta apresentada pelo próprio governo, o Ministério do Planejamento desalinhou novamente essas carreiras”, explica. Segundo ele, a nova proposta do governo é de reajuste de 17%, enquanto a proposta anterior previa aumento de 42% nos salários. Procurado pela Agência Brasil, o ministério informou que não comenta negociações em curso.

Myskovsky diz que uma nova rodada de negociações está prevista para amanhã (14), mas que ele não acredita em um acordo: “Estamos pouco esperançosos, porque o governo não vem cumprindo aquilo que é colocado na mesa de negociação”.

O vice-presidente da Unafisco garante que a população não enfrentará problemas com a entrega da declaração do Imposto de Renda. Ele argumenta que a maioria das declarações é feita por meio eletrônico e que a categoria promete manter pelo menos 30% dos funcionários trabalhando em cada unidade da Receita Federal do Brasil, para quem precisar de atendimento.

“Temos uma grande preocupação em não sacrificar a sociedade com um movimento que o governo poderia ter evitado”, afirma.

*Colaborou Cilene Figueiredo (matéria alterada às 20h45 para acréscimo de informações)

 


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