|
Brasília - O presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), rebateu há pouco, em plenário,
acusações de que teria ajudado os aliados do governo
nas votações da madrugada de hoje (12).
“Pretendo continuar a
ser um presidente independente não vou me submeter a ameaças
de recado do Presidente da República, nem a obstrução
da oposição. O importante, hoje, é votar o
orçamento”.
Garibaldi respondeu às afirmações do líder do PSDB, Arthur Virgílio
(AM), que em discurso pouco antes prometeu ajudar a aprovar o
orçamento ainda hoje, mas com votação nominal.
Virgílio afirmou que a partir de amanhã (13) o partido irá
obstruir toda e qualquer votação no Senado.
“Tive essa madrugada
uma brutal decepção com o cumprimento de acordos”, afirmou.
Segundo ele, o PSDB não
participará de reuniões convocadas pelo presidente do
Senado e também não irá aceitar a interlocução
com o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).
Em discurso, Garibaldi
pediu ao líder do PSDB que se junte a ele no combate ao
excesso de medidas provisórias, na votação dos
vetos presidenciais e na reformulação da sistemática
orçamentária.
“Ou nos unimos e nos
damos as mãos ou não conseguiremos recuperar a
credibilidade do Poder Legislativo. Não vou abrir mão
da questão maior que é a valorização do
poder.”
Os líderes do
DEM na Câmara e no Senado, Antonio Carlos Magalhães Neto
(BA) e José Agripino Maia (RN), também afirmaram que
vão votar o orçamento e que a partir de amanhã
(13) entrarão em obstrução nas votações
das medidas provisórias.
|