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Brasília - O Congresso Nacional
acaba de aprovar o Orçamento Geral da União para este
ano, com quase três meses de atraso. Os 56 senadores presentes
ao plenário votaram a favor. Dos 417 deputados presentes, 404
votaram favoravelmente à proposta, 12 contra e um se absteve –
o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que só
votaria em caso de empate.
Daqui a pouco, serão
feitas duas votações simbólicas. Em seguida, a
proposta orçamentária será encaminhada para
sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O orçamento
prevê para este ano recursos de R$ 1,423 trilhão, valor
superior ao proposto inicialmente pelo governo, que era de R$ 1,414
trilhão.
Com o fim da
Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), que deveria arrecadar quase R$ 40 bilhões
neste ano, o relator geral, José Pimentel (PT-CE), promoveu
cortes em custeio e investimento nos Três Poderes. Mesmo assim,
foram mantidos os mesmos recursos destinados à saúde, da ordem de
R$ 48,42 bilhões, para o reajuste do salário mínimo
(R$ 415), R$ 5,2 bilhões para compensar estados exportadores.
O grande impasse dos
últimos dias para aprovação da proposta era o
chamado Anexo de Metas e Prioridades, que reservava R$ 534 milhões
para emendas parlamentares e de bancada. Ontem, os líderes
partidários da base e da oposição fecharam
acordo para retirar da proposta o anexo e distribuir a verba entre as
27 unidades da Federação, obedecendo os seguintes
critérios: 50% de acordo com o repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE), 40% pela média
das emendas de bancada nos últimos três anos e 10% de
acordo com a população.
A Bahia receberá
o maior percentual (7,25%, equivalente a R$ 38,7 milhões) e o
Distrito Federal, o menor (1,52%, equivalente a R$ 8,1 milhões).
“Construímos
uma proposta que se não é ideal, é o mais
próximo dele. O fim da CPMF impôs uma profunda revisão
da peça orçamentária”, disse Pimentel.
Sobre o valor superior
ao proposto inicialmente pelo governo, o relator comentou: “Esse
aumento é fruto das reestimativas de receita e reajustes no
período de discussão da proposta”.
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