



|
Brasília - O Conselho Federal da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu hoje (12) ao Superior
Tribunal Militar (STM) a instauração de Inquérito
Policial Militar (IPM) para investigar e julgar as responsabilidades de
militares envolvidos na destruição e extravio de
documentos oficiais referentes à guerrilha do Araguaia.
Na representação,
o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, afirma ao presidente do
STM, brigadeiro Flávio de Oliveira Lencastre, que o episódio
da destruição dos documentos da guerrilha do Araguaia
não está protegido pela Lei de Anistia, de 1979, porque
ocorreu posteriormente.
A OAB pede o
enquadramento dos responsáveis pela destruição
dos documentos no Artigo 321 do Código Penal Militar, que
prevê pena de dois a três anos para o crime de extravio
ou de inutilização de documentos oficiais.
De acordo com a
assessoria da OAB, Cezar Britto afirmou esperar que o STM acolha a
representação e, com isso, permita à presidência
nacional da entidade sustentar da sua tribuna a necessidade de
punição dos responsáveis pela destruição
dos documentos.
Ao pedir a instauração
do inquérito, Cezar Britto afirmou, segundo sua assessoria,
que "o povo brasileiro tem direito a conhecer sua história,
e esse fato não pode ficar sem investigação das
responsabilidades pelo extravio dos documentos relativos a esse
período".
"Esperamos que o
Superior Tribunal Militar, fiel às tradições,
haverá de determinar a apuração dos fatos não
acobertados, de forma alguma, pela Lei da Anistia, até porque
alude a desaparecimento de documentos em data posterior à sua
edição, sendo uma ilogicidade o perdão
prospectivo, para o que viesse a
acontecer depois do benefício", afirma, na representação,
o presidente nacional da OAB.
|
|