|
Brasília - Brasília - Apesar de comemorar o crescimento de 5,4% da economia em 2007, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu hoje (12) que
continuará rigoroso com a política econômica.
“Não
permitirei em hipótese alguma que alguém pense que nós
estamos com os problemas todos resolvidos, que a economia está
totalmente consolidada, que não temos mais nenhum problema.
Portanto, agora vamos gastar. Não há hipótese”,
disse o presidente para os empresários que participaram da
mesa de negócios promovida pela revista The Economist.
Lula
afirmou que prefere adotar uma postura cautelosa quanto ao resultado
do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado hoje pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e
enfatizou que uma de suas prioridades é a distribuição
de renda. “Não fico preocupado de ser chamado de conservador.
Quero ser bastante agressivo é na política de
distribuição de renda, na política social. Na
economia, quero ser cauteloso”, destacou em discurso que durou uma
hora e quinze minutos.
O
presidente afirmou também que o país sofre de falta de
mão-de-obra porque ficou parado durante mais de 20 anos e
acabou surpreendido quando a economia começou a crescer
novamente. “O crescimento foi muito rápido e pegou um país,
que estava há 26 anos com crescimento muito baixo,
despreparado”, disse Lula, ao enfatizar que governo e iniciativa
privada estão investindo para a formação de
pessoal.
Antes
de participar da mesa de negócios, Lula esteve na cerimônia
de comemoração dos quatro anos do Ministério de
Desenvolvimento e Combate à Fome. Mais uma vez, o presidente
criticou a elite brasileira, que segundo ele, é a principal
adversária dos programas sociais.
“O
grande adversário do ministro [Patrus Ananias] e dos programas
[do ministério] foi enfrentar o preconceito arraigado na
cabeça de um parte da elite brasileira que acha que tudo que a
gente dá para ela é investimento. Para os pobres, é
gasto”, disse Lula.
|