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Brasília - O brasileiro usa, em
média, 75% das moedas que recebe para fazer algum pagamento ou
facilidar o troco no dia-a-dia. Os outros 25% são deixados em
casa ou no trabalho. O levantamento é da pesquisa O Brasileiro
e sua Relação com o Dinheiro, feita pelo Instituto
Datafolha em outubro de 2007 a pedido do Banco Central.
Foram realizadas
1.017 entrevistas nas capitais de 16 estados e no
Distrito Federal. Mais da metade dos entrevistados disse que deixa as
moedas guardadas por até uma semana, enquanto 26% revelaram que
as esquecem por um período de um mês a um ano.
O chefe do
Departamento do Meio Circulante do Banco Central, João Sidney
de Figueiredo Filho, ressaltou a importância de a população
usar as moedas nas suas despesas. “Se as pessoas tiram as moedinhas
das gavetas, dos cofrinhos, e as colocam em circulação,
não é preciso colocar mais novas moedas em circulação”, explicou acrescentando que a fabricação de novas moedas gera custos para o governo.
A aposentada Ângela
Maria Barbosa considera que hoje as moedas são muito
importantes e valorizadas. “Antes eu não dava muito valor às
moedas, porque elas não valiam muito. Hoje, com o real, elas
servem pra comprar leite, pão, e valem mais”.
O
vigia de carro Lorimar disse que recebe muitas moedas e as repassa em seguida para
pagar suas dívidas. “Hoje, as moedas de 50 centavos e um real
estão valendo igual ao dólar”.
O deficiente visual
José Jorge dos Santos usa moedas para pagar seu aluguel. Mesmo
sem enxergar, ele mostra para a reportagem que sabe identificar o
valor de cada moeda. “Saio todos os dias lá do Recanto das
Emas (DF) e vou pedindo ajuda para um e outro para pagar minhas contas de
água, luz e meu aluguel de R$ 250. Para mim, essas moedas
valem muita coisa”, diz o ex-caminhoneiro, mostrando a mão
cheia de moedas, enquanto a outra segura sua bengala.
Figueiredo Filho
adiantou hoje que, ao longo de 2008, serão colocadas em
circulação mais 400 milhões de moedas de R$
1, aumentando o número total para cerca 1,3 bilhão
de moedas desse valor. Atualmente, circulam no país
aproximadamente R$ 2,4 bilhões em moedas.
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