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Brasília - As medidas anunciadas
pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para conter a queda do dólar
e diminuir o impacto da depreciação da moeda americana
nas exportações, começam a valer a partir da
próxima segunda-feira (17). O dólar atingiu o menor
nível desde 1999. As medidas têm o objetivo de atingir
principalmente os investimentos externos, diminuindo as vantagens
para quem aplica dinheiro no Brasil.
A primeira delas é a eliminação
do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as
operações de câmbio dos exportadores. Atualmente,
ao fazer a conversão do dólar para o real, as empresas
brasileiras que vendem para fora pagam 0,38% da alíquota. Com
isso, segundo Mantega, o governo deixará de arrecadar R$ 2,2
bilhões neste ano.
Outra medida foi o fim da cobertura cambial para
os exportadores. Com a mudança, os exportadores podem, agora,
manter toda a receita com as vendas externas fora do país.
Atualmente, somente 30% dos recursos obtidos com as exportações
podem ser mantidos no exterior.
Com essas duas medidas, as exportações
se tornarão mais ágeis. Além disso, a
valorização do real pode ser contida porque os
exportadores não precisarão comprar reais e jogar
dólares no mercado.
O governo também passará a cobrar
IOF de 1,5% dos investidores estrangeiros que aplicarem no mercado de
renda fixa e em títulos do governo. O imposto, no entanto, não
incidirá sobre as seguintes aplicações:
investimentos na bolsa, oferta inicial de ações,
empréstimos contraídos no exterior, investimentos
estrangeiros diretos (que geram emprego) e operações
com derivativos de índices de ações (usadas
pelos investidores como mecanismo de proteção).
“O IOF de 1,5% vai desestimular as aplicações
de curto prazo ao baixar a rentabilidade desses investimentos”,
explicou o ministro. Mantega, no entanto, assegurou que os
investimentos com prazo mais longo não serão punidos.
Segundo o ministro, o volume de aplicações
de curto prazo multiplicou-se nos últimos meses, contribuindo
para a queda do dólar. “Em janeiro, entrou US$ 1,6 bilhão
em investimentos de renda fixa. Em janeiro de 2007, o valor era mais
de dez vezes menor”, declarou.
Hoje (12), a moeda norte-americana fechou o dia em
R$ 1,675, queda de 0,53%. Decididas após reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), as medidas serão publicadas amanhã
(13) no Diário Oficial da União.
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