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12 de Março de 2008 - 20h56 - Última modificação em 12 de Março de 2008 - 20h56


Governo desonera indústria e antecipa financiamentos como parte da política industrial

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Além de anunciar a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os exportadores e cobrar o tributo sobre determinados tipos de investimentos estrangeiros para conter a queda do dólar, o governo deverá pôr em prática a nova política industrial. A informação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega que anunciou hoje (12) as medidas de proteção das exportações.

Prevista para ser apresentada em outubro passado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a política industrial foi sucessivamente adiada desde então.

O ministro não quis detalhar as medidas porque aguardava a aprovação do Orçamento Geral da União para ter noção do volume de recursos disponíveis. Mantega, no entanto, adiantou que as medidas estão concentradas na antecipação de financiamentos, na redução de tributos e no estímulo ao desenvolvimento tecnológico.

O objetivo é tornar a indústria brasileira mais competitiva em nível externo, o que resultaria em aumento das exportações e em saldos comerciais maiores. “Nos últimos anos, o Brasil tornou-se um país importante no comércio internacional. Queremos manter essa posição”, afirmou.

Mantega descartou o risco de surto inflacionário motivado por uma eventual subida do dólar. Uma disparada da moeda norte-americana poderia provocar alta nos preços, principalmente por causa das mercadorias com componentes importados e do barril do petróleo – cuja cotação tem ultrapassado os US$ 100.

Apesar disso, o ministro afirmou que a alta da inflação não representa uma ameaça. “As alterações no câmbio não serão significativas”, ressaltou o ministro. “Se conseguirmos pelo menos conter a queda do dólar, já é ganho”, completou.

Na avaliação de Mantega, mesmo que o dólar volte a subir, não haverá escalada nos índices de preços. “No início da crise imobiliária norte-americana, o dólar chegou a superar os R$ 2, mas não houve pressão inflacionária”, disse.

O ministro também disse que a relação entre câmbio e inflação nem sempre é tão imediata. “Hoje, a maior parte da inflação vem das commodities agrícolas [alimentos com preços definidos internacionalmente], o que ocorre no mundo todo”, argumentou.

A elevação dos preços dos alimentos é provocada pelo aumento da demanda de países como China e Índia e pela utilização de grãos como milho e soja para a produção de biocombustíveis.





 


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