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Brasília - A publicidade de
bebidas alcoólicas, medicamentos e alimentos deve ser reavaliada. Essa é a opinião da gerente de
Monitoramento e Fiscalização da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Maria José
Fagundes, que participou hoje (12) de audiência pública no Senado que discutiu a regulamentação dos limites da propaganda comercial.
“O direito à saúde permeia toda a
Constituição. O mais importante é a saúde
dos brasileiros ou a publicidade?”, indagou.
Também presente à audiência pública, o
vice-presidente executivo do Grupo Bandeirantes de Comunicação,
Walter Ceneviva, disse que essa é uma pergunta equivocada.
Segundo ele, a resposta sempre será positiva para a
importância da saúde.
“Não há como não
prevalecer a saúde. O que põe em risco a saúde
dos brasileiros não é publicidade e sim a falta de
políticas públicas que garantam esse direito e também
o não cumprimento do Código de Defesa do Consumidor”,
disse.
Para o presidente assessor da presidência da
Associação Brasileira de Agências de Publicidade
(Abap), Stalimir Vieira, a liberdade de expressão e a saúde
são direitos da democracia.
“Vivemos períodos, como a ditadura militar, em que não tínhamos liberdade. Hoje
conquistamos uma legislação publicitária
inteiramente clara que atende a todos os direitos.”
Segundo o representante do
Grupo Bandeirantes de Comunicação, proibições
nas propagandas comerciais trariam grande impacto para a
população.
“Com a proibição a gente
consolidaria monopólios. A democracia é poder gerar
empregos e concorrência entre empresas. Isso movimenta o nosso
mercado”, disse Ceneviva.
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