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Brasília - A única ressalva
feita pela Associação Brasileira das Emissoras de
Rádio e Televisão (Abert) à criação
da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é a
necessidade de que o presidente da República vete um artigo
sobre transmissões esportivas, conforme prometido à
entidade representativa do setor privado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
O Artigo 31 da Medida
Provisória aprovada obriga emissoras comerciais a cederem
gratuitamente à TV pública os direitos de transmissões
esportivas em que houver participação de delegação
oficial brasileira.
“Isso não
estava na proposta original, foi incluído na Câmara e
entendemos que tem que ser melhor discutido. Por isso, esperamos o
veto”, afirmou o presidente da Abert, Daniel Slaviero, em
entrevista à Agência Brasil.
Segundo Slaviero, o
espaço que a nova emissora poderá captar de apoio
cultural “está muito bem delimitado”, com restrições
à propaganda, o que inibe eventual concorrência. Ele
destacou que a rede de TV pública, além de representar
um novo modelo de gestão e financiamento, poderá
exercer um papel complementar ao das emissoras privadas, por meio
da maior abertura de programação para debates e
conteúdos regionais.
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