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Rio de Janeiro - A Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP) mantém os estudos para a realização, ainda neste ano,
da 10ª Rodada de Licitações para exploração e produção de petróleo e gás
natural nas bacias sedimentares.
A informação é do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, ao admitir que o governo estuda alterações “negociadas” nas regras dos futuros contratos de concessão,
como forma de elevar a arrecadação. Ele lembrou que nos principais países produtores ocorreram negociações semelhantes,
em função da alta no preço do barril do petróleo no mercado externo – acima de US$ 100 desde o início da semana.
"O Brasil foi o único dos países
produtores a manter a alíquota nos dez anos de abertura do setor. É natural, portanto, que estejamos estudando
alterações que nos levem a arrecadar mais. Mas, ainda
assim, todas as mudanças serão negociadas com as petrolíferas e não haverá uma
decisão unilateral do governo”, disse Lima, na solenidade de assinatura dos contratos de exploração e produção fechados durante a 9ª Rodada da ANP.
O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP), João Carlos França
de Luca, presente à solenidade, também sugeriu mudanças na tributação de modo a que o governo possa
arrecadar mais, dar continuidade às rodadas, sem alterações na Lei do Petróleo.
“As participações especiais levam
em conta só volumes de produção, sem considerar a rentabilidade do projeto. O
que nós estamos recomendando é que, analisada esta rentabilidade, leve-se em conta o ganho efetivo que o concessionário está tendo – e o governo pode fazer
o ajustamente desta participação, mas respeitando o princípio do ganho real
desse concessionário”, comentou.
O diretor-geral da ANP lembrou que quando as
atuais regras relativas às participações especiais foram feitas
o barril do petróleo custava em torno de US$ 16.
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