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Brasília - O líder
do PSB no Senado, Renato Casagrande (PSB-ES), disse hoje (12) que é
uma “questão de tempo” a retomada das negociações
com a oposição para aprovar matérias
importantes.
Ele reconhece
que os “ânimos estão acirrados” entre os senadores
do PSDB e do DEM por conta da derrota sofrida nesta madrugada nas
votações de três medidas provisórias,
entre elas a que cria a Empresa Brasil de Comunicação
(EBC) – hoje, os dois partidos anunciaram
obstruções. Mas acha que em breve a temperatura vai
abaixar.
“A poeira
só vai assentar depois da votação do orçamento.
Depois vem a Páscoa, e tempo para se refletir”, afirmou
Casagrande.
A votação
da MP da EBC, que foi aprovada, só foi possível por
causa de uma iniciativa do líder do governo no Senado, Romero
Jucá (PMDB-RR), que recomendou a rejeição de
outra medida provisória (397), que também obstruía
a pauta.
Casagrande
criticou a iniciativa das bancadas do DEM e do PSDB de se retirar do
plenário por causa da manobra de Jucá.. “A minoria às
vezes ganha e às vezes perde, como perdeu ontem. A oposição
não pode ser arrogante a ponto de não aceitar uma
derrota”.
O líder
do PSB também considera temerária a estratégia
da oposição, anunciada pelo líder tucano Arthur
Virgílio Neto (AM), de obstruir os trabalhos das comissões
temáticas do Senado. Na Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE), por exemplo, tramitam matérias como a solicitação
de empréstimos junto a organismos internacionais.
“Todo mundo
tem que ser responsável por aquilo que faz. Se a oposição
quiser obstruir o trabalho do Congresso, que faça e assuma as
responsabilidades. Não tem matéria de interesse do
governo que não tenha interferência da sociedade. Todas
as matérias que tramitam aqui interferem na sociedade, em
segmentos da sociedade de alguma maneira”, afirmou Renato
Casagrande.
Ele
acrescentou que, se PSDB e DEM quiserem obstruir todas as matérias
que tramitam no Congresso, arcarão “com a responsabilidade
porque também faremos o debate público com a oposição”.
A estratégia
de “paralisia total” dos trabalhos no Senado, anunciada por
Arthur Virgílio nesta madrugada e ratificada em reunião
da bancada no início da tarde de hoje, ainda será
melhor avaliada pela bancada do DEM.
Perguntado
pela Agência Brasil se o partido concordava com a
postura de obstruir, totalmente, os trabalhos das comissões, o
líder do DEM, José Agripino Maia (RN), afirmou que “o
partido vai avaliar melhor uma postura para que prevaleçam os
direitos da oposição”.
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