



|
Brasília - O vice-presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, foi eleito
hoje (12) para presidir o tribunal no biênio 2008-2010. A
votação foi secreta e o ministro recebeu nove dos dez
votos. Também foi eleito vice-presidente para o mesmo período
o ministro Cezar Peluso.
A posse dos dois está
prevista para o dia 23 de abril, em sessão solene.
Gilmar Mendes chegou ao
STF em 20 de junho de 2002, tendo sido a última indicação
feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para ocupar a
vaga do ministro aposentado Néri da Silveira. Já Cezar
Peluso foi o primeiro ministro indicado pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, em 25 de junho
de 2003, para substituir o ministro aposentado Sydney Sanches.
Como futuro presidente
do STF, Gilmar Mendes será, automaticamente, presidente do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e, para exercer essa
função, criada pela Emenda Constitucional nº 45,
de dezembro de 2004, terá que ser sabatinado pela Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e
aprovado pelo Plenário da Casa.
O ministro Marco
Aurélio de Mello criticou o fato de o Congresso Nacional até
hoje não ter votado uma proposta de emenda à
Constituição (PEC) desobrigando os presidentes do CNJ a
submeter-se à sabatina - uma vez que quando indicados para o
STF eles já são sabatinados pela CCJ e votados pelo
Plenário Senado.
O ministro Gilmar
Mendes, 53 anos, é de Diamantino, Mato Grosso, formado em
direito pela Universidade de Brasília (UnB), onde concluiu
mestrado. Doutorou-se em direito constitucional pela Universidade de
Münster, na Alemanha. Sete anos depois de formado entrou no
Ministério Público Federal, mas grande parte da sua
carreira exerceu no Executivo, na Casa Civil da Presidência da
República. Foi advogado-geral da União (2000 a 2002)
antes de ser indicado para o STF.
O ministro Cezar
Peluso, 55 anos, é de Bragança Paulista, São
Paulo, tendo exercido sua carreira jurídica no estado, e
encontrava-se no Tribunal de Justiça (TJ-SP), no cargo de
desembargador, quando foi chamado para ocupar uma cadeira no STF.
|
|