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Brasília - A aprovação
de medida provisória no Senado que autoriza a
Eletrobrás a formar consórcios ou Parcerias Público
Privadas (PPPs) no Brasil e no exterior - inclusive como sócia
majoritária - pode afastar os investimentos privados no setor
de energia. A avaliação é do professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Adriano Pires,
fundador do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), empresa de
consultoria na área da indústria de energia.
“Isso [a
reestruturação da Eletrobrás] cria uma
concorrência desleal entre o privado e o público. O
investimento estatal não pode ser desprezado, mas não
como majoritário”, afirmou Pires em entrevista à
Agência Brasil.
Apesar de ressaltar que
dará um “voto de confiança” ao ministro de Minas e Energia Edison
Lobão, que tem afirmado que as mudanças na Eletrobrás
não vão prejudicar empresas privadas, o consultor sustenta que já há agora instrumentos que permitem um
processo de reestatização. A possibilidade é
definida por Pires como um “retrocesso”.
Segundo Pires, o governo deveria reforçar o capital público em setores
como educação, saúde e segurança, menos
atrativos ao setor privado do que o energético, onde há
melhores condições de retorno. Ele também vê
restrições na conveniência da formação
de parcerias entre o Brasil e países vizinhos para a
construção de usinas hidrelétricas.
“A
América Latina vive um ciclo em que empresas estatais são
muito utilizadas para realização de projetos políticos
pessoais”, argumentou.
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